Reino Unido segue França e cria imposto para taxar gigantes tecnológicos

24 Ago 2019 / 23:46 H.

Os gigantes tecnológicos norte-americanos devem ser taxados de forma “justa e apropriada”, considerou hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, aproveitando a crescente oposição de França e dos Estados Unidos sobre este matéria.

“Honestamente, precisamos de fazer qualquer coisa para taxar de maneira justa e apropriada as atividades ‘online’ que gerem enormes receitas no nosso país”, afirmou Johnson, na véspera de um encontro com o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cimeira do G7 em Biarritz, sudoeste de França.

Definitivamente adotado em 11 de julho em França, o imposto chamado GAFA (acrónimo que designa os gigantes tecnológicos Google, Amazon, Facebook e Apple) cria uma imposição sobre aquelas empresas, incidindo não sobre os lucros, que são consolidados em países de baixa fiscalidade, como a Irlanda, mas sobre o volume de negócios, enquanto se espera por uma harmonização das regras ao nível da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

Esta medida provocou uma viva reação dos Estados Unidos, com um conselheiro de Donald Trump a considerar estar em causa um “grande erro”, enquanto o Presidente norte-americano ameaçou com taxas o vinho francês.

O Governo britânico está a equacionar uma taxa similar a partir de abril do próximo ano, mas também espera criar uma relação comercial privilegiada com os Estados Unidos, na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o denominado ‘Brexit’.

“Estou aberto à discussão sobre a maneira como podemos fazê-lo”, afirmou Boris Johnson aos media.

“Estou à espera de ouvir os nossos amigos americanos sobre as modalidades. Devemos fazer qualquer coisa para as taxar” de forma adequada, rematou.

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