Presidente turco condena terrorismo contra muçulmanos

15 Mar 2019 / 10:44 H.

O presidente turco, Recepe Tayyip Erdogan, condenou hoje “firmemente” os ataques “terroristas” cometidos contra duas mesquitas de Christchurch na Nova Zelândia e que fizeram pelo menos 49 mortos.

“Eu condeno firmemente o atentado terrorista cometido contra muçulmanos que estavam a rezar na Nova Zelândia e amaldiçoo aqueles que o cometeram”, disse o chefe de Estado turco através de um comunicado.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, também condenou o ataque alertando para os perigos da islamofobia.

Numa mensagem difundida através da rede social Twitter, Imran Khan disse que “o terrorismo não tem religião”.

“Condeno estes ataques terroristas, no contexto da islamofobia que surgiu depois do 11 de setembro (2001)”, acrescentou o chefe do governo paquistanês.

Em Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sanchéz manifestou “comoção” pelos terríveis ataques de Christchurch.

Segundo a polícia o número de vítimas dos ataques à mesquita de Chirstchurch, às 13:40 (00:40 em Lisboa), aumentou para 49 depois do primeiro balanço que apontava para a morte de 40 pessoas.

Em conferência de imprensa, o comissário Mike Bush acrescentou que “um homem foi acusado de homicídio” e vai ser presente a tribunal pelos ataques contra as mesquitas de Linwood Masjud e Al Noor, em Christchurch, em Hagley Park, centro da cidade de Christchurch.

O comissário de polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, anunciou anteriormente que as autoridades desativaram uma série de engenhos explosivos improvisados encontrados num veículo após o tiroteio numa das mesquitas.

Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376.700 habitantes, localizada na costa leste da ilha e a norte da península de Banks. É a capital da região de Canterbury.

Um homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos nascido na Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque. Tarrant deixou um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, no qual procurou justificar as ações.

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