Nicolás Maduro solidariza-se com manifestantes chilenos

20 Out 2019 / 23:45 H.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, solidarizou-se hoje com o povo do Chile, em particular com os manifestantes, e defendeu o “cessar da violência e da brutal repressão” pelas autoridades.

“Toda a minha solidariedade para com o nobre povo chileno, que em resiste contra as criminosas políticas neoliberais implementadas pelo capitalismo”, expressou Nicolás Maduro através da sua conta do Twitter.

O Presidente da Venezuela disse ainda “advogar” pelo “cessar da violência e da brutal repressão que viola os direitos humanos da população” e enviou “um abraço” ao Chile.

Por outro lado, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, usou a mesma rede social para queixar-se do “silêncio ensurdecedor” da Alta Comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, em relação à situação no Chile.

“Um silêncio ensurdecedor de Michelle Bachelet perante a terrível repressão da ditadura pinochetista de Sebastián Piñera, que atenta contra o espírito do Conselho de Direitos Humanos da ONU (...) e ofende a dignidade da América Latina”, escreveu.

“Basta de repressão! Levantemos as nossas vozes contra a ignomínia”, conclui.

A mensagem de solidariedade do Presidente da Venezuela tem lugar depois de Nicolás Maduro afirmar, a 15 de outubro, que a oposição venezuelana prepara novas “guarimbas” (na Venezuela significa protestos com bloqueios de estradas e violentos) para novembro.

Nicolás Maduro advertiu que tomará medidas para reforçar a paz no seu país e que aplicará todo o peso da lei contra os “guarimberos” (promotores de “guarimbas”).

“As ‘guarimbas’ não voltam a este país, eu garanto-vos (...). Temos que vacinar as cidades contra as ‘guarimbas’. Zero ‘guarimbas’, zero violência e zero criminalidade”, disse numa intervenção televisiva.

As autoridades do Chile prolongaram hoje, por segunda noite consecutiva, o estado de sítio declarado sábado, em Santiago, a capital do país, após violentos protestos contra o aumento do preço do Metropolitano, durante os quais três pessoas morreram, segundo a imprensa chilena.

No sábado o Presidente do Chile, Sebatián Piñera, suspendeu o aumento anunciado.

Mais de 800 pessoas foram presas.