Mais de cem funcionários públicos na Venezuela despedidos por pedir aumento de salário

13 Dez 2018 / 08:58 H.

Mais de uma centena de funcionários do Ministério de Relações Exteriores da Venezuela (MRE) receberam uma notificação de despedimento, por alegadamente terem pedido um aumento de salário e renovação dos contratos colectivos.

Os despedimentos foram o tema central de um protesto que ocorreu na segunda-feira em Caracas, capital do país, durante o qual o Sindicato de Trabalhadores do MRE denunciou a situação dos trabalhadores e, por outro lado, confirmou que há funcionários que estão a renunciar ao cargo.

“Encontrámo-nos com um grupo de trabalhadores aos quais foi entregue uma carta de despedimento e que trabalham até 31 de dezembro de 2018 (...). Não entendemos o porquê, se há uma renúncia em massa de trabalhadores fixos. Porque despedem gente administrativa e obreira que necessita de trabalho?”, questionou o secretário-geral do sindicato aos jornalistas.

Segundo José Patines, os trabalhadores foram informados de que os contratos tinham vencido e há ainda 30 oficiais de segurança do ministério que foram despedidos.

Durante o protesto, que ocorreu junto da torre do ministério, vários trabalhadores apelaram ao Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para que encontre uma solução para despedimentos, sublinhando que estes trabalhadores, não receberam subsídios de Natal, nem contam com alimentos para sustentar os lares.

José Patines adiantou que nas eleições de domingo, para vereadores, em que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo) ganhou 142 das 156 circunscrições, os trabalhadores do MRE foram chamados para votar.

“O problema está em que querem um pessoal submisso no MRE e em toda a administração pública. Um pessoal que se conforme com uma caixa [de alimentos subsidiados] e que não tenha direito a protestar por nada”, frisou o sindicalista.

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