Líder dos socialistas europeus defende novo referendo como “única solução”

15 Jan 2019 / 21:14 H.

O líder da bancada parlamentar dos socialistas europeus, Udo Bullmann, defendeu hoje, após a rejeição do parlamento britânico do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), que “a única solução” é fazer um novo referendo.

“Se nada funciona no parlamento [britânico], só há uma solução: perguntem de novo às pessoas”, escreveu Udo Bullmann numa publicação feita na sua conta oficial da rede social Twitter.

A publicação foi feita minutos depois de o parlamento britânico ter rejeitado, em Londres, o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia negociado pelo Governo de Theresa May com Bruxelas, por 432 votos contra e apenas 202 a favor.

Previa-se que o Reino Unido deixasse a UE no final de março de 2019, dois anos após o lançamento oficial do processo de saída e quase três anos após o referendo, que viu 52% dos britânicos votarem a favor do ‘Brexit’.

Porém, com o chumbo de hoje, já esperado por políticos, imprensa e analistas, o processo fica com um futuro incerto.

Na segunda-feira, cerca de cem eurodeputados - entre os quais Udo Bullmann - mostraram-se disponíveis para apoiar uma eventual suspensão, por parte do Reino Unido, do pedido de ativação do artigo 50 da União Europeia, para possibilitar um adiamento da saída, no âmbito do ‘Brexit’.

“Se o Reino Unido decidir suspender o pedido de ativação do artigo 50, feito ao Presidente do Conselho Europeu [Donald Tusk], então nós, no Parlamento Europeu, vamos apoiá-lo”, salientaram os deputados europeus numa carta divulgada à margem da sessão plenária que decorreu em Estrasburgo, França.

De acordo com os signatários, a inexistência de um acordo de saída é “um desastre para todas as partes envolvidas, tanto os cidadãos britânicos, como os europeus”.

Os deputados europeus que assinavam a carta vincavam, ainda, que “qualquer decisão britânica de permanecer na União Europeia seria calorosamente bem-vinda”.

“O ‘Brexit’ vai enfraquecer-nos, queremos que fiquem”, adiantaram.

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