Huawei contesta declarações de comissário europeu sobre riscos do grupo chinês

08 Dez 2018 / 00:35 H.

O grupo chinês de telecomunicações Huawei afirmou-se hoje “surpreendido e desiludido” com declarações de um vice-presidente da Comissão Europeia que defendeu a necessidade de inquietação com a ameaça da empresa em matéria de segurança.

“A Huawei está surpreendida e desiludida com os comentários feitos”, referiu o grupo chinês em comunicado.

“Rejeitamos categoricamente que possamos constituir uma ameaça para a segurança” da União Europeia (UE), acrescentou.

O grupo disse que está “aberto a um diálogo” com o vice-presidente Andrus Ansip para dissipar o mal-entendido e afirmou que tem a intenção de manter a “cooperação de longa data” com a Comissão Europeia.

“Deveríamos estar preocupados com a Huawei ou outras empresas chinesas? Penso que sim”, afirmou hoje Ansip, acrescentando que estas empresas “são forçadas a cooperar com os seus serviços de informações”.

“Não é um bom sinal quando as empresas têm de abrir os seus sistemas a serviços secretos”, disse ainda, afirmando que estes grupos fabricam ‘chips’ “para obter segredos”.

Este incidente ocorre numa altura em que a diretora financeira e filha do fundador da Huawei foi detida no Canadá a pedido dos Estados Unidos.

As autoridades dos Estados Unidos suspeitam que o grupo chinês exportou produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

Uma lei federal proíbe responsáveis governamentais e militares de utilizarem aparelhos fabricados pela Huawei e as suas alegadas ligações ao Partido Comunista chinês são frequentemente salientadas.

Washington também lançou uma vasta campanha junto de países aliados para dissuadir as suas empresas de telecomunicações de usarem equipamentos do grupo chinês por poderem dar a Pequim acesso a informações sensíveis, segundo a imprensa norte-americana.

A Huawei continua a defender a sua independência e afirma que nunca usou o seu equipamento para espiar ou sabotar as comunicações nos países onde este é usado.