EUA sancionam empresas de Chipre e Panamá por transportarem petróleo da Venezuela
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs hoje novas sanções contra quatro empresas, uma do Chipre e três do Panamá, por participarem no transporte de petróleo da Venezuela para Cuba com vários navios petroleiros.
“Os EUA continuam a tomar medidas contundentes contra o antigo e ilegítimo regime (do Presidente venezuelano Nicolás) Maduro e os malignos intervenientes estrangeiros que o apoiam. Os benfeitores cubanos de Maduro oferecem um [colete] salva-vidas ao regime e facilitam o seu aparato de repressão à segurança e à informação”, indicou o secretário norte-americano do Tesouro, Steve Mnuchin, num comunicado.
O Departamento do Tesouro apontou várias empresas que acusa de fugir às sanções aplicadas por Washington à estatal petrolífera venezuelana PDVSA em janeiro deste ano, e à Cubametales, empresa estatal dedicada à importação e exportação de petróleo para a ilha.
Os EUA assinalaram a Caroil Transport Marine Ltd., com sede em Chipre e responsável por operar três remessas de petróleo e produtos petroquímicos da Venezuela para Cuba, e ainda três empresas de transporte marítimo com sede no Panamá: Trocana World Inc.; Tovase Development Corp e Bluelane Overseas.
Como resultado, os ativos que essas empresas podem ter sob a jurisdição dos EUA ficam bloqueados e as transações financeiras com estas empresas foram proibidas.
Desde a sua chegada à Casa Branca em janeiro de 2017, o Presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou a pressão sobre Caracas e aplicou sanções económicas a mais de uma centena de autoridades venezuelanas e altos funcionários próximos de Maduro.
Cuba e Venezuela são aliados políticos e económicos próximos, desde que em 2000 o país sul-americano se tornou o principal fornecedor de petróleo da ilha através de um acordo que dá preços preferenciais em troca de serviços médicos e educacionais.
No entanto, a crise na Venezuela provocou uma diminuição no comércio bilateral e uma redução significativa nos embarques de petróleo subsidiado que abastecem Cuba, que teve que encontrar fornecedores alternativos, como Rússia e Argélia.
Na passada quinta-feira, as autoridades cubanas incentivaram o uso da “tração animal”, com cavalos, bois e outros, no transporte e na agricultura, devido à escassez de combustível decorrente da interrupção parcial dos envios de combustível da Venezuela.