Economia venezuelana caiu mais 26,8% no primeiro trimestre de 2019

20 Out 2019 / 23:00 H.

A economia venezuelana contraiu-se 26,8% no primeiro trimestre de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados oficiais do Banco Central da Venezuela (BCV), hoje divulgados na sua página na Internet.

Quanto à inflação, este ano, atingiu os 547,4%, no passado mês de setembro, segundo o BCV, havendo uma variação de 854,1%, em relação aos 12 meses anteriores, segundo dados oficiais.

Estes dados foram divulgados, após quatro meses de silêncio, quanto a estatísticas oficiais.

Segundo o BCV, o primeiro trimestre deste ano é o 16.º consecutivo de recuo do Produto Interno Bruto (PIB), na Venezuela.

Estes números indicam que, no primeiro trimestre de 2019, o setor petrolífero teve uma queda de atividade de 19,1%, em sintonia com a diminuição da atividade de extração, e o setor não petrolífero, uma queda de 27,3%, em relação a igual período de 2018.

As importações petrolíferas, por seu lado, baixaram 22,9% enquanto as de alimentos e de outros bens de consumo subiram 16,5%, indica o BCV, tendo em conta dados do ano anterior.

Quanto à inflação, segundo o BCV, a Venezuela acumulou um valor de 547,4%, ao longo de 2019.

Em termos de evolução mensal, o valor mais alto registado foi no mês de janeiro, com 196,6%.

Em fevereiro esta evolução foi de 114,4%, em março, de 34,8%, em abril, 33,8%, em maio, 39,5%, em junho, 22,1%, em julho, 19,4%, em agosto, 34,6% e, em setembro, 52,2 -- um valor superior aos 23,5% de setembro registados pela Comissão de Finanças da Assembleia Nacional, órgão liderado pelo opositor Juan Guaidó, que mensalmente divulga estatísticas, queixando-se porém da falta de dados oficiais.

Em simultâneo, de outubro de 2018 a setembro de 2019, a inflação registada na Venezuela, segundo os dados oficiais, foi de 854,1%.

As Perspetivas Económicas Globais para 2019, do Fundo Monetário Internacional, divulgadas na passada terça-feira, apontam uma queda prevista a 30%, este ano, da economia venezuelana e uma inflação anual que pode atingir 200.000%.

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