UGT Madeira aproveita Dia da Mulher para abordar violência e desigualdades

07 Mar 2019 / 10:20 H.

“A UGT Madeira quer aproveitar esta data, 8 de Março de 2019 (Dia Internacional da Mulher), para destacar com elevada preocupação os tristes indicadores sobre a violência doméstica que vitimiza em particular as mulheres. É urgente uma resposta positiva para este problema”, defende em comunicado a União Geral de Trabalhadores.

Na mesma nota a UGT realça que apesar do aumento da participação feminina no mercado de trabalho ter ocorrido a par de uma crescente flexibilização da relação laboral, as mulheres ainda se encontram em “desvantagem” em relação aos trabalhadores masculinos.

“A maior fragilização dos vínculos contratuais, a insegurança de emprego e o trabalho a tempo parcial involuntário atingem sobretudo a população trabalhadora feminina, estando associados a uma degradação das condições de emprego”, sublinha a UGT.

“A diminuição da discriminação entre homens e mulheres constitui um esforço de toda a sociedade e exige um diálogo civil estruturado entre o poder político e a sociedade civil organizada. O envolvimento dos parceiros sociais nesta prática é essencial para se resolverem questões de segregação sectorial e profissional”, acrescenta a nota, vincando a necessidade de existirem “mecanismos que conduzam à transparência no que diz respeito a salários, contratações e recrutamento”.

Igualmente a UGT Madeira alerta “para a dificuldade em negociar nos processos de contratação colectiva, normas para potenciar a igualdade de oportunidade e em muitos casos, com a introdução de Políticas de discriminação positiva para as trabalhadoras”.

“A paridade entre Mulheres e Homens, significa igualdade de direitos e liberdades para a igualdade de oportunidades de participação, reconhecimento e valorização de mulheres e de homens, em todos os domínios da sociedade, político, económico, laboral, pessoal e familiar”, remata UGT.