TVI aborda hoje medicina nuclear do SESARAM atestando notícias do DIÁRIO desde 2015

19 Fev 2019 / 12:09 H.

A TVI, através do programa de Alexandra Borges, vai transmitir no noticiário das 20 horas de hoje, uma investigação sobre medicina nuclear, que parte do caso do SESARAM e da sua ligação à Quadrantes. Logo de seguida, haverá um debate sobre o tema na TVI24. A pergunta de lançamento da reportagem é sobre que razões levam o sistema público a pagar 600 euros por um exame ao privado, quando o pode realizar por oito no sector público.

No vídeo de lançamento da investigação, há uma pequena intervenção de Miguel Ferreira, antigo administrador do SESARAM, e outra de Rafael Macedo, medico nuclearista do SESARAM. O DIÁRIO sabe que a investigação da TVI ouviu, na Madeira, um conjunto de outras pessoas, como o secretário da Saúde, Pedro Ramos, e uma doente oncológica, Ivone, cujo caso clínico o DIÁRIO noticiou em Novembro do ano passado.

A investigação da TVI surge no mesmo dia em que, aparentemente por coincidência, o JM publica um trabalho em que é feito o histórico e o panegírico da relação entre o SESARAM e a Quadrantes, não só no que diz respeito à Medicina Nuclear, mas, igualmente, na Radioterapia.

Este é um assunto que mereceu, ao longo dos últimos anos, a atenção do DIÁRIO, tendo a primeira notícia de investigação sido publicada em Março de 2015. Ao longo destes anos, demos-lhe conta de como a Quadrantes funcionava sem a devida licença da DGS, como as entidades regionais foram coniventes com essa situação e do atraso do SESARAM em colocar a sua unidade em funcionamento, o que só veio a acontecer em 2017.

Ao longo dos anos, demonstrámos que o IASAÚDE atestou um licenciamento que não tinha competência para o fazer (por ser competência exclusiva da DGS); que havia transporte ilegal de radiofármacos; que o SESARAM pagava muito mais pela contratação de serviços, que poderia prestar internamente, e, entre muitos outros aspectos, que tem a sua unidade de medicina nuclear subutilizada. Por exemplo, o quarto terapêutico, um dos nove existentes no País, não é utilizado.

Aliás, a subutilização esteve na origem da decisão do OLAF – organismo anti-fraude da Comissão Europeia – em exigir a devolução de parte das verbas recebidas de fundos europeus, como lhe demos conta no final de 2018.

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