Três funcionários da CMF chamados ao tribunal no caso da tragédia do Monte

07 Nov 2019 / 17:00 H.

A instrução do caso da tragédia do Monte, em que 13 pessoas perderam a vida e cerca de meia centena ficaram feridas, prossegue amanhã à tarde, no Juízo de Instrução da Comarca da Madeira (Palácio da Justiça). A juíza Susana Mão de Ferro deverá inquirir três funcionários da Câmara Municipal do Funchal como testemunhas indicadas pelos arguidos Francisco Andrade e Idalina Perestrelo.

O director do Departamento de Recursos Naturais da CMF, José Carlos Marques, o adjunto do gabinete de apoio à vereação Énio Câmara e o funcionário Adão Mizeu foram convocados para testemunhar a partir das 14h30 desta sexta-feira. Para o dia 15 de Novembro estão convocadas outras três testemunhas ligadas à autarquia, uma das quais é o comandante dos Sapadores do Funchal, José Minas.

A tragédia do Monte ocorreu a 15 de Agosto de 2017. Durante a investigação o Ministério Público constituiu três arguidos: o então presidente da Câmara, Paulo Cafôfo, a vereadora Idalina Perestrelo e o chefe de divisão de Espaços Verdes da CMF, Francisco Andrade. Contudo, em Outubro de 2018 apenas foi requerido o julgamento dos dois últimos arguidos, acusados do crime de homicídio negligente. Entretanto, tanto os arguidos que foram acusados como os familiares de algumas das vítimas pediram a abertura de instrução. Idalina Perestrelo e Francisco Andrade consideram que não devem ir a julgamento. Já as famílias das vítimas exigem que o arguido Paulo Cafôfo também seja julgado.

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