Será uma “injustiça” se os militantes do PSD-Madeira não participarem na escolha do seu líder nacional, diz Miguel Pinto Luz

É a reacção do candidato à liderança, que publicou há minutos uma posição na sua página oficial no Facebook. E lembra que a Madeira deu a única vitória do partido nos últimos dois anos

08 Jan 2020 / 17:33 H.

“Seria uma injustiça que os militantes do PSD que ofereceram a única vitória do partido nos últimos 2 anos não pudessem participar na escolha do seu líder”. As palavras são de Miguel Pinto Luz, candidato à liderança nacional do partido, como reacção à polémica suscitada pela decisão da Comissão Política do PSD-M de permitir que os 2.500 militantes social-democratas com quotas pagas possam votar no próximo sábado, apesar de a secretaria-geral nacional indicar que apenas 104 estão em condições de o fazer.

Recorde-se que o assunto está a suscitar muita controvérsia face ao modo de pagamento das quotas. Lisboa entende que deve ser por transferência bancária, débito ou vale postal, conforme o regulamento aprovado no Conselho Nacional do partido, em Novembro de 2019, enquanto na Rua dos Netos a maioria dos militantes recorda que paga as quotas directamente na sede. Um assunto que já mereceu reacção de Rui Rio, de José Prada e de muitas outras figuras do partido.

Ora, Miguel Pinto Luz vem considerar que “num partido democrático, quem decreta nulidade dos actos eleitorais não é o órgão executivo, mas sim o órgão jurisdicional/ judicial”. “Aos olhos dos portugueses nós somos uma referência democrática e devemo-nos orgulhar disso”, expressa.

E deixa um recado: “Parece-me recomendável moderar algum tipo de declarações, num período tão especial para o futuro do PSD, como o que estamos a viver”. “O PSD está sempre acima de todos. Bom senso exige-se”, sentencia.

E deixa uma mensagem final, numa espécie de garantia futura: “Enquanto líder do PSD saberei respeitar a autonomia histórica do PSD Madeira. Contarei com todos”.

Na Madeira, saliente-se, o mandatário da candidatura de Miguel Pinto Luz é o dirigente social-democrata Rui Abreu.