Saúde regional, da forma que é gerida, é um “saco sem fundo para os contribuintes”, diz o PTP

22 Fev 2019 / 15:39 H.

A deputada do PTP Madeira, Raquel Coelho, foi a porta-voz de uma iniciativa realizada pelo PTP, na Assembleia Legislativa da Madeira, para manifestar o seu degrado pela gestão do Serviço Regional de Saúde.

De acordo com Raquel Coelho, a saúde regional, da forma que é gerida, é um “saco sem fundo para os contribuintes”.

A deputada madeirense acrescenta que “estamos confrontados não só com falta de investimento, mas também com gestão danosa no Serviço Regional Saúde”, recordando a recentemente polémica que envolveu a Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, que foi tema de uma reportagem transmitida na TVI, onde foi relatado que estão a ser encaminhados pacientes para realizar exames de medicina nuclear numa clínica privada, enquanto a unidade do Hospital Dr. Mendonça está parada.

“Já há muito tempo que alguns partidos da oposição, vinham questionando o Governo Regional, sobre a Unidade de Medicina Nuclear, mas a verdade é que ninguém ligou nenhuma, só após a reportagem da TVI, é que a Secretaria da Saúde tomou uma posição pública”, disse.

Para Raquel Coelho, a promiscuidade entre o sector público e o sector privado “é o pão nosso de cada dia na Região”, sublinhando que as denúncias feitas não fazem “eco na imprensa regional e nacional, nem tão pouco são alvo de investigação por parte do Ministério Público”.

Segundo o PTP, as denúncias de corrupção na Madeira: ”só tem consequências para aqueles que as denunciam”.

Raquel Coelho lembrou o caso do processo ‘Cuba Livre’, relativo à alegada ocultação da dívida do arquipélago, em que a “culpa morreu solteira”.

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