Pedro Ramos fica no cargo e vai mandar processar participantes no trabalho da TVI

20 Fev 2019 / 13:32 H.

Pedro Ramos sentiu necessidade de dar um conferência de imprensa, ao final desta manhã, para contrariar alguns aspectos do trabalho emitido ontem pela TVI, sobre a medicina nuclear do SESARAM, na linha do que o DIÁRIO tem noticiado nos últimos quatro anos.

Ladeado pela directora clínica e pelo responsável do serviço de hemato-onoclogia, à entrada da Unidade de Medicina Nuclear, o secretário da Saúde, apesar de não o ter afirmado com todas as letras, manifestou o entendimento de que não há razões para se demitir. O que há, no entender do secretário, são motivos para enviar tudo para investigação, pelas autoridades competentes. Essa foi a resposta repetida quando foi questionado se algum dos intervenientes na reportagem - Miguel Ferreira e Rafael Macedo - iam ser alvo de algum processo disciplinar.

Pedro Ramos focou a sua intervenção nas vantagens clínicas e sociais de mandar os doentes para tratamento da Quadrantes - Grupo Joaquim Chaves, e esclareceu que o valor referido pela reportagem dizia respeito a toda a conta, que é composta esmagadoramente pela facturação de radioterapia.

Pedro Ramos disse que, desde que foi inaugurada em 2017, foram realizados 3.600 exames na unidade de Medicina Nuclear do SESARAM. Mas colocou nessa contas as densitometrias ósseas, que só servem para ver se há osteoporose e não usam radiofármacos, apesar de serem feitas naquela unidade. Além disso, já eram feitas antes da reinauguração em Junho de 2017.

Numa resposta ao DIÁRIO, sobre a falta de licença com que a Quadrantes trabalhou durante anos, tanto em radioterapia como em medicina nuclear, Pedro Ramos tentou dizer que havia uma licença provisória repetidamente renovada. Ora, as licenças provisórias em causa são de cariz industrial, permitem recepcionar e calibrar equipamento e não a prática clínica. A única entidade competente para o licenciamento era a DGS e só o fez no início de 2015. No restante tempo, a actividade teve um carácter ilegal, independentemente da sua qualidade.

Pedro Ramos também não conseguiu comprovar qualquer utilização do quarto terapêutico da Unidade de Medicina Nuclear, ficando por contrariar de facto a não utilização de equipamentos.

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