Governo Regional investe no viveiro florestal do Porto Santo

Trata-se da ampliação de um projeto apoiado com fundos comunitários.

20 Dez 2019 / 12:37 H.

O Governo Regional, através da Secretaria Regional de Ambiente e Alterações Climáticas, irá investir no viveiro florestal do Porto Santo, no sítio dos Salões, para que esta unidade de produção consiga cumprir com as metas e objectivos estabelecidos no PROF-RAM, nomeadamente, no que toca ao reforço da capacidade produtiva, de modo a que seja possível promover a florestação na ilha do Porto Santo, recorrendo a espécies bem adaptadas às suas características.

Para a secretária Susana Prada, os investimentos florestais no Porto Santo “revestem-se de especial importância, pois além de contribuírem para uma melhor captação de água, vão ajudar a contrariar os efeitos de erosão que se fazem sentir”.

Desta forma, o Governo Regional, está “determinado em regenerar e recuperar a gestão sustentável do património florestal, assumindo a reflorestação um papel preponderante”, salienta a governante, referindo ainda que subsiste o “contínuo compromisso do revestimento vegetal dos terrenos com recurso a espécies diversificadas que se adaptem às precárias condições edafoclimáticas locais, de modo a garantir a melhoria das condições de infiltração da água das chuvas, reduzindo o escoamento superficial”.

Nesse sentido, e de forma a tornar exequível todo o processo de florestação, foi instalado na ilha do Porto Santo um viveiro florestal, denominado Viveiro Florestal dos Salões, com o intuito de “obter plantas aclimatadas para arborizar terrenos escalvados, nus, desprotegidos e profundamente ravinados”, destaca Susana Prada, admitindo que aquela Unidade de produção é uma infraestrutura de apoio às áreas florestais no Porto Santo, mas que já não consegue responder às actuais exigências, uma vez que não reúne as condições técnicas consideradas imprescindíveis para a adequada produção e satisfação das actuais e futuras necessidades, encontrando-se obsoleto e deficitário na capacidade de produção de plantas de qualidade.

Com este novo investimento no Viveiro Florestal dos Salões, pretende-se um “reapetrechamento dos meios de produção e infraestruturas de apoio”, onde serão desencadeadas diversas operações como a abertura de acessos no interior dos talhões; beneficiação de escadaria e talhões já existentes; instalação de uma estufa; beneficiação do centro de apoio e recepção aos visitantes (Posto Florestal dos Salões); construção de uma infraestrutura de apoio à produção, barracão e de uma estrutura de compostagem; colocação de um sistema de rega automatizado e substituição de toda a canalização que transporta a água desde o tanque de rega até ao viveiro.

Este é um projecto apoiado pelo PRODERAM, enquadrado na Medida 8 – ‘Investimentos no desenvolvimento das zonas florestais e na melhoria da viabilidade das florestas’, Submedida 8.6 – ‘Apoio a investimentos em tecnologias florestais e na transformação, mobilização e comercialização de produtos florestais’, a qual se encontra “inserida no objectivo sustentabilidade, visando a melhoria do valor económico das florestas e a competitividade dos produtos florestais lenhosos e não lenhosos, apoiando sistemas que assegurem a harmonização de produção com a manutenção da biodiversidade, na ótica de uma gestão florestal sustentável”.

O projecto apresenta um investimento total de 750.761,77€, apoiado pela União Europeia (FEADER) em cerca de 478.610,63€, sendo o restante, no valor de 272.151,14€, comparticipado pelo Orçamento Regional.

De acordo com a Secretaria de Ambiente e Alterações Climáticas, este projecto pretende, entre utros objectivos:

- Incrementar núcleos de arvoredo e de vegetação que melhor se harmonizem com as condições ecológicas do Porto Santo e que assegurem, na medida do possível, o melhoramento das condições de regularização hídrica e concomitante protecção do solo, a recuperação biofísica do local, e que promovam o usufruto por parte das populações no âmbito da disponibilização de materiais florestais diversos;

- Optimizar toda a capacidade produtiva e garantir a produção de plantas de qualidade, indispensáveis à promoção e expansão do Património Florestal da RAM;

- Fomentar a gestão sustentável das florestas e valorização paisagística;

- Consolidar e melhorar a multifuncionalidade da floresta da RAM, promovendo a sua valorização económica, ambiental e social.