“Ferry é exemplo de um governo socialista que está contra os madeirenses”

22 Jan 2019 / 20:51 H.

A deputada do PSD Rubina Berardo confrontou, esta terça-feira, a ministra do Mar, a propósito da ligação marítima entre a Madeira e o continente português, numa audição que decorreu na Assembleia da República.

“No ano passado, logo a seguir ao Verão, questionámos a Sra. Ministra sobre o Ferry e, nessa altura, lembrámos que o Governo da República estava a cumprimentar com o chapéu alheio ao congratular-se com esta ligação, quando nunca se tinha demostrado disponível para investir nem um cêntimo na sua viabilização”, disse a deputada.

Fazendo alusão às diversas diligências levadas a cabo pelo PSD durante o processo de discussão do orçamento de estado de 2019, para que o Estado apoiasse a linha marítima por ferry - todas elas chumbadas pelos deputados da maioria de esquerda - Rubina Berardo sublinha que esta é apenas uma das muitas “acções inconsequentes” da governação da geringonça contra os madeirenses.

“Estamos perante uma governação sem rumo, que brilha à custa do trabalho dos outros e que aproveita as luzes da ribalta para fazer promessas meramente eleitoralistas que não são para cumprir”, reforça Rubina Berardo, lembrando a ida da Ministra do Mar à Madeira, neste início do ano, onde, numa conferência de imprensa socialista, anunciou a ligação para, dias depois, “ter mudado o discurso e ter admitido que a mesma nunca arrancaria antes de 2020”.

“Não podemos compactuar com a estratégia de sequestro da função institucional deste Governo central que usa todos os mecanismos possíveis para travar a Madeira, por motivos puramente eleitoralistas, nem podemos confiar num Estado que ignora sistematicamente o interesse legítimo da população madeirense e o respeito pelo princípio da continuidade territorial”, referiu.

“Recorde-se que, paralelamente a questões como o passe sub-23, os meios aéreos para combate à incêndios ou mesmo as alternativas encontradas ao nível da mobilidade aérea, também no caso do Ferry o Governo Regional teve de chegar-se à frente e substituir-se ao Estado, para corresponder às necessidades e expectativas dos madeirenses e porto-santenses, que são continuamente ignoradas nos seus direitos pela República”, concluiu.

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