“Eu sinto que a Madeira é muitas vezes maltratada”, diz Miguel Pinto Luz, candidato à liderança nacional do PSD

O presidente da Comissão Política do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, recebeu esta quinta-feira o candidato à presidência do PSD nacional, Miguel Pinto Luz, tendo o último transmitido a sua visão e preocupações em relação às autonomias, assim como a relação entre estas e a República

21 Nov 2019 / 14:32 H.

O presidente da Comissão Política do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, recebeu esta quinta-feira o candidato à presidência nacional do PSD, Miguel Pinto Luz, tendo este último transmitido a sua visão e preocupações em relação às autonomias, assim como a relação entre estas e a República.

Miguel Pinto Luz referiu que Portugal é só um, pelo que é fundamental olhar para a Madeira e Açores com a mesma atenção com que se olha para o resto do território nacional, acrescentando, no entanto, que a ultraperiferia tem de merecer atenção especial e tratamento igual.

“Eu sinto que a Madeira é muitas vezes maltratada, na questão da mobilidade, do acesso dos madeirenses, por exemplo, a terem que antecipar os seus bilhetes de avião para poderem ir ao Continente. O tratamento, por exemplo, no transporte de carga desigual em relação aos Açores”, disse o candidato à presidência nacional do PSD, cujo mandatário na Madeira é, recorde-se, Rui Abreu, destacado social-democrata madeirense.

“Uma região que é liderada pelo Partido Socialista tem acesso a ferramentas a que a Madeira não tem. Nós não podemos aceitar esse desequilíbrio de oportunidades e de formas de tratar duas regiões que têm de ser tratadas de forma igual. Aliás, duas regiões, uma liderada pelo PS com resultados extremamente negativos do ponto de vista dos indicadores macroeconómicos e a Madeira, liderada pelo PSD, há muitos anos, e bem, com todos os índices que nós conhecemos. E, por isso, não pode ser penalizada por ser bem gerida. Tem de ter um tratamento igual”, concluiu.

Pinto Luz abordou ainda aquelas que são as suas principais preocupações e desafios relativamente ao PSD nacional.

Nesse sentido, considerou ser fundamental o PSD ter uma estratégia para as eleições autárquicas que coloquem o partido com a grande força política do municipalismo.

“Esse é o grande enfoque que temos de ter. E é um desafio que terei com certeza se for eleito presidente do PSD”, vincou.