Madeira

Dois feridos continuam na Unidade de Cuidados Intensivos

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Dois dos feridos do acidente com um autocarro turístico, na quarta-feira, na freguesia do Caniço, na Madeira, continuam hoje internados na Unidade de Cuidados Intensivos, de um total de 16 que continuam no hospital do Funchal.

“Temos dois doentes internados na Unidade de Cuidados Intensivos, três doentes internados na Unidade de Cuidados Cirúrgicos Intermédios, os restantes encontram-se em enfermarias normais”, disse Miguel Reis, adjunto da Direção Clínica do Hospital dr. Nélio Mendonça.

Miguel Reis fez esta noite, numa conferência de imprensa, o ponto de situação do estado de saúde dos doentes que permanecem internados naquela unidade de saúde.

“Ontem [quarta-feira] foram admitidos 28 pacientes, 26 de nacionalidade alemã e dois de nacionalidade portuguesa”, afirmou o clínico, adiantando que “neste momento permanecem internados no hospital 16 doentes, dois de nacionalidade portuguesa e 14 de nacionalidade alemã”.

Do total de doentes que deram entrada naquele hospital do Funchal, 11 já tiveram alta.

Quanto aos dois portugueses envolvidos no acidente e que ainda permanecem internados, Miguel Reis indicou que “a situação mantém-se estável” e com ambos “conscientes”, estando “uma doente internada na Unidade de Cuidados Cirúrgicos Intermédios e um doente internado na enfermaria de Ortopedia”, respetivamente a guia e o motorista do autocarro.

Falando sobre o avião de transporte médico que vai chegar na sexta-feira à ilha da Madeira para levar os doentes que estejam internados de regresso à Alemanha, o responsável clínico informou que, “neste momento, decorre uma avaliação clínica com a equipa médica que veio” daquele país.

O objetivo é a avaliação dos doentes para que, “eventualmente não por critérios clínicos, mas por desejo dos próprios ou dos seus familiares, (...) sejam transferidos o mais rapidamente possível para o seu país de origem”.

“Foi esse o consenso a que chegámos, a nossa equipa aqui no hospital e a equipa que veio da Alemanha”, acrescentou Miguel Reis, vincando não existir “nenhum critério clínico que justifique essa transferência”.

“Ela [a transferência] a ser feita, e o número de doentes [que vão], irá depender única e exclusivamente da situação pessoal dos doentes que manifestem esse desejo, ou que os familiares, na impossibilidade de os doentes darem essa informação, manifestem esse desejo”, reforçou o adjunto da Direção Clínica do Hospital dr. Nélio Mendonça.

Pelo menos 29 pessoas morreram no acidente com um autocarro que transportava turistas alemães, no Caniço, concelho de Santa Cruz, na quarta-feira à tarde.

As vítimas mortais, 11 homens e 18 mulheres, são todas de nacionalidade alemã.

Uma das vítimas morreu no hospital central do Funchal, onde deram entrada 28 feridos, dois dos quais portugueses -- o condutor e a guia.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, garantiram hoje que os dois feridos portugueses no acidente com um autocarro turístico na Madeira “estão estáveis” e não há vítimas em risco de vida.