Costa veio à “colónia” falar meia hora “com uns patinhos”

Albuquerque criticou a falta de respostas “do senhor que é Primeiro-ministro”

19 Mai 2019 / 19:22 H.

CPoucas horas após o comício do PS que trouxe António Costa em visita relâmpago à Madeira, o presidente do Governo Regional criticou a ausência de respostas do Primeiro-ministro a alguns dos problemas pendentes que prejudicam os madeirenses.

“Estava à espera que ele viesse à Madeira dizer quando é que metia ordem na TAP”, começou por apontar Miguel Albuquerque, para logo acrescentar que também estava convencido que António Costa vinha dizer quando é que vai “acabar de cobrar os juros vergonhosos que o Estado Português cobra”, ao acusar o Governo socialista de cobrar “12 milhões a mais” que seriam “muito importantes” para apoiar as escolas, os agricultores e a saúde, ou mesmo que viesse cá “para explicar muito bem porque é que ainda não fez a revisão do subsídio de mobilidade”, lembrando que essa é uma responsabilidade do Estado que está já há três anos a aguardar a desejada revisão.

Do palco da Festa da Cebola, que esta tarde registou o ponto alto com o desfile alegórico, Albuquerque concluiu que a vinda “do senhor que é Primeiro-ministro” mais pareceu uma visita a um território governado pelo Estado.

“Veio tipo colónia, veio meia hora falar com uns patinhos como se nós fossemos todos uns atrasados mentais à espera das lições do senhor”, acusou.

Aproveitou também para desmentir António Costa acerca do mau aproveitamento de fundos comunitários por parte da Região.

“O que ele veio aqui dizer foi uma inverdade, uma mentira” referindo-se à denúncia de baixa taxa de execução de fundos comunitários, depois deduzir que “ele não é muito bom em números” por concluir que “a Madeira tem uma taxa de execução dos fundos comunitários e de compromisso superior à nacional”.

Apesar de enaltecer a “excelência” da “melhor cebola de Portugal”, o líder madeirense dedicou grande parte da curta intervenção para atacar a governação socialista. Com António Costa sempre ‘na mira’, lembrou o compromisso de Lisboa baixar a taxa fiscal aos portugueses mas afinal o que temos é “a carga fiscal mais elevada de sempre em Portugal”, disse.

Feitos os reparos, Albuquerque exortou o público presente na praceta defronte à igreja do Caniço que independentemente dos partidos importa pôr “na primeira linha da defesa a nossa terra”. E isso “significa defender” a Autonomia Política da Madeira, “uma luta fundamental para todos nós”, mas em particular para os mais novos.

“Cabe à nova geração defender aquilo que são as conquistas, os direitos dos madeirenses e porto-santenses. Jamais podemos largar mão desses direitos fundamentais” responsáveis pelo “maior desenvolvimento de sempre da História da Madeira”, concretizou.

Antes de terminar, assumiu o compromisso de reforçar no próximo ano a verba de apoio ao desfile da Festa da Cebola.

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