Conselho Médico da Madeira nega suspensão de Rafael Macedo

21 Mar 2019 / 10:47 H.

O presidente do Conselho Médico da Madeira da Ordem dos Médicos, António Pedro Freitas, revelou ao DIÁRIO que a Ordem, na Madeira, “nada tem a ver com as recentes notícias”, que revelam que o coordenador da Medicina Nuclear do SESARAM foi suspenso pelo órgão regulador da profissão. “Não temos sequer esse poder”, sublinha António Pedro Freitas, que se encontra fora do país.

O médico faz questão de adiantar, no entanto, que considera as declarações de Rafael Macedo na Comissão Parlamentar de inquérito como “impróprias e levianas quanto ao conteúdo e local, lançando uma sombra sobre o tratamento administrado aos doentes, podendo sugerir dúvidas a quem já está vulnerável quanto ao seu tratamento”. O dirigente da Ordem dos Médicos na Região faz também a defesa dos clínicos visados por Macedo na tarde de ontem: “Não é justo para os doentes, certamente não é justo para os clínicos que, considerando as condições disponíveis, dão todos os dias o melhor de si para a saúde dos madeirenses”. António Pedro Freitas explica que este é um “caso de justiça, que deve investigar e esclarecer, doa a quem doer, incluindo o Dr. Rafael Macedo, que certamente terá de fundamentar as suas declarações”.

Até a justiça decidir, o responsável deixa um apelo à população: “Aconselho a população a confiar, acima de tudo, nos clínicos e, em caso de dúvidas, a questionarem directamente os seus médicos. Desaconselho vivamente em entrarem em ondas populares, orientadas por motivações que não o bem-estar da população e que favorecem objectivos pouco claros. Confiem em nós porque, como referido anteriormente, estamos atentos, como sempre estivemos”.

A nível nacional, apurou também o DIÁRIO, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, desconhece, até ao momento, alguma medida disciplinar intentada sobre Rafael Macedo. Apenas o Conselho Disciplinar pode suspender clínicos inscritos na Ordem.
Para efeitos disciplinares, os factos praticados na área de intervenção dos conselhos médicos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira estão sujeitos à jurisdição do conselho disciplinar regional do sul, segundo o Estatuto da Ordem.

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