“CINM tem a solidez de bolas de sabão, deve estar sob gestão pública”

15 Mar 2019 / 17:46 H.

Os resultados apresentados da Zona Franca em 2018 apontam para duas grandes fragilidades: a grande variabilidade da actividade, e o diminuto impacto na criação de emprego. A gestão privada não se foca na criação de empregos, mas sim em dar lucros fáceis aos accionistas. A Zona Franca (o CINM, com maior rigor) terá contribuído com 122 milhões para as receitas fiscais da Madeira em 2018, no ano anterior o contributo foi de cerca de 200 milhões. Registou-se uma quebra abrupta, o que expõe a grande imprevisibilidade na evolução da actividade e das receitas fiscais”, expôs o Bloco de Esquerda, numa iniciativa promovida esta sexta-feira (15 de Março), junto à sede da SDM.

“O CINM tem a solidez das bolas de sabão: as receitas fiscais podem ser muito relevantes e subitamente desaparecerem, não há garantias de futuro”, atirou o Bloco apontando ainda para o seu “reduzido contributo para o emprego”.

“Para cumprir uma estratégia de criação de empregos e diversificação da economia regional, a Zona Franca tem de estar subordinada ao interesse público e não aos privados, tem de ser gerida pelo Governo Regional”, defende o BE.