Cerca de duas centenas de alunos manifestaram-se esta manhã no Funchal

15 Mar 2019 / 14:16 H.

Cerca de duas centenas de alunos manifestaram-se hoje no Funchal, em frente à Assembleia Legislativa da Madeira, no âmbito dos protestos que decorrem em mais de 100 países sob o lema “fazer greve por um clima seguro”.

A greve mundial de alunos visa exigir dos políticos acções concretas contra as alterações climáticas e culmina uma série de manifestações semanais iniciadas no ano passado pela sueca Greta Thunberg, 16 anos, nomeada para o prémio Nobel da paz.

Em Portugal, realizaram-se protestos várias cidades com milhares de alunos a aderir à greve climática.

Os alunos que participaram na manifestação, oriundos sobretudo de escolas do Funchal, Ponta do Sol e Ribeira Brava, gritaram várias palavras de ordem, empunhando também cartazes com alertas, tais como: “Mudança no sistema, não no clima”, “A Terra não nos pertence, nós é que pertencemos à Terra”, “Planeta sustentável, mundo saudável”.

“Devemos pôr em prática aquilo que ensinamos”, advertiu, por seu lado, Elisa Leitão, professora da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, na Ribeira Brava, zona oeste da Madeira, de onde vieram cerca de 50 alunos.

A docente lembrou que a temática do ambiente percorre todos os níveis de escolaridade, mas com mais intensidade no 11.º ano.

“Depois de alertar os alunos para tudo o que se está a passar no mundo e vendo o exemplo de uma miúda tão pequena, como a Greta [Thunberg, de 16 anos], que nos diz o que fazer, para mim era impossível não convidar os meus alunos a participar nesta acção”, declarou, vincando que também se “aprende muito” fora da sala de aulas.

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