Carlos Jardim dá a cara, mas garante haver um descontentamento alargado entre militantes do PS, no que respeita à actuação da actual Direcção de Emanuel Câmara.
Aquele militante, que ganhou notoriedade enquanto administrador da empresa municipal FrenteMar Funchal, diz ver uma Direcção cada vez mais isolada dos militantes e a tomada de decisões que não foram apresentadas e muito menos debatidas nos órgãos do partido.
Para ontem, sexta-feira, estava prevista uma reunião da Comissão Política Regional, que se destinava a analisar os resultados eleitorais e a perspectivar o caminho para a regionais. A reunião foi adiada para a próxima segunda-feira.
Carlos Jardim não compreende o adiamento e defende que a reflexão sobre a derrota e as suas causas impõe-se com urgência, até porque os adversários apresentam-se organizados e com uma estratégia clara, ao contrário do que acontece com o PS.
Tudo isso passa pela Direcção do partido a quem compete “agregar”, o que, no entender de Carlos Jardim, não tem acontecido. Há que contactar os militantes um a um e envolvê-los na vida do partido, algo “mais importante num partido que tem vontade de ser poder”.
Carlos Jardim e, ao que garante, um conjunto alargado de militantes não percebem como existe um conjunto de pessoas que “não são militantes, apresentam demissões e falam em nome do PS”. “Quem as mandatou”, questiona.
Carlos Jardim é uma das pessoas que entendem que os resultados das europeias foram maus para o PS e que os dirigentes estão a tentar “enfiar os resultados debaixo do tapete”. Mas, como referido, “impõe-se um debate sem demoras”.
Carlos Jardim entende que o Secretariado, a Comissão Política e a Comissão Política Regional têm de ter uma voz mais activa na vida do partido e um envolvimento directo no processo que vai conduzir às eleições...
“Outros aprenderam a lição”, na obtenção de maus resultado “e mudaram a actuação”, no PS, não.
Daí “o apelo à mudança na actuação da Direcção do partido.
Questionado sobre a apresentação, amanhã, de Paulo Cafôfo e equipa como candidatos ás eleições regionais, Carlos Jardim diz nada saber. Apenas que recebeu uma mensagem a dar conta dessa apresentação e usa esse caso para exemplificar algo que mereceu outro envolvimento e empenho por parte da Direcção do partido, na mobilização de militantes.















