BE defende “resgate dos CTT aos privados”

05 Jan 2018 / 15:16 H.

O Bloco de Esquerda esteve, esta manhã, junto à estação dos CTT da Avenida Zarco, no Funchal, a distribuir um comunicado em que o partido contesta a intenção a empresa de encerrar balcões por todo o país e defende o fim da privatização.

“O BE está aqui para, simbolicamente, protestar contra a degradação do serviço postal em Portugal e na Região. Em 2014 o governo PSD/CDS privatizou os correios que eram uma empresa lucrativa e que, entre 2005 e 2016 renderam mais de 600 milhões de euros de lucros ao Estado”, diz Roberto Almada.

O líder regional do BE acusa PSD e CDS de entregar os CTT “de mão beijada aos privados”, numa privatização que só tem tido consequências negativas. “A degradação dos serviços prestados às populações e o encerramento de muitas estações de correio são, apenas, duas consequências negativas”, afirma.

O encerramento dos balcões dos CTT do Arco da Calheta e da Madalena, em Santo António, são a maior preocupação e Roberto Almada estranha as posições de deputados de partidos que apoiaram a privatização dos CTT.

“Assistimos a uma indignação geral que é legítima, das populações mas também e forças políticas que têm responsabilidades no encerramento destes balcões. Ainda esta semana vimos uma deputada do PSD, na Assembleia da República vir bradar aos céus contra o encerramento de postos dos CTT na Região, mas são estas pessoas que apoiaram um governo que acabou com o serviço público postal”.

Roberto Almada lembra que, há um mês, o seu partido apresentou, na Assembleia da República, uma proposta de resolução em que pretendia “resgatar os CTT aos privados”, por não estar a ser cumprido o contrato de concessão. “Um resgate que poderia ser feito sem qualquer custo para o Estado e os deputados PSD-M e do PS-M votaram contra”, lamenta.

O BE vai apresentar uma resolução, na Assembleia Legislativa da Madeira, em que recomenda ao governo da República “o resgate dos CTT aos privados e, ao governo regional que, enquanto se mantenha nas mãos dos privados, tenha uma actuação junto do conselho de administração para que se acabe com o encerramento de postos dos CTT na Madeira”.

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