Albuquerque quer Camacha como novo “centro de etnografia e cultura” e apoia investidores

15 Dez 2018 / 14:14 H.

O presidente do Governo Regional esteve hoje no Café Relógio, na Camacha, onde anunciou um projecto para tornar a freguesia num centro da etnografia madeirense, através de projectos de índole público e privado. “Neste momento a nossa ideia é aproveitar todo o potencial que esta freguesia tem e sempre teve, nomeadamente pessoas criativas e trabalhadoras na arte do vime e do bordado, para conferir a esta freguesia uma grande atractividade que consiste em fazer ofertas na área do vime, ligado à inovação e ao design”, destacou Miguel Albuquerque que se prepara para apostar na formação e no apoio aos produtores de vime de forma adoptar as novas gerações para esta arte, inserida num contexto de design e modernidade, com produtos ligados à moda.

Acompanhado pelo empresário Ivo Correia, responsável pela marca MadeInMadeira que comercializa bolsas e brincos feitos em vime, destacou esta aposta como o futuro do vime, através de produtos modernos, facilmente vendáveis e de agrado do público, como teve oportunidade de ver no desfile da marca inserido no Moda Madeira.

Segundo o governante, o objectivo é juntar esforços do Governo Regional, da Câmara de Santa Cruz, da Casa do Povo local e dos parceiros privados para “criarmos na Camacha uma nova centralidade no âmbito da etnografia e da cultura”. Nesse sentido, fez saber que vai apoiar o projecto da Câmara Municipal para a renovação e modernização do Largo da Achada, sendo esta intervenção “apenas uma parte do projecto”.

A ideia é, segundo Albuquerque, acompanhar um conjunto de investimentos privados, como a renovação do icónico Café Relógio, do empresário Ivo Correia.

Esta remodelação começará assim que estiverem efectadas todas as candidaturas, apontando para o final de Janeiro. Segundo Ivo Correia, o Café Relógio ficará diferente, mas sempre ligado ao passado, apostando numa imagem mais urbana e mais cosmopolita para valorizar o que é tradicional e feito à mão.

O empresário destacou ainda outros dois projectos integrados na remodelação do Café Relógio, como um percurso de carros de bois a ser feito dentro de uma quinta na Camacha, assim como um museu das Levadas da Madeira para explicar a história e a importância das levadas no povoamento e na agricultura Regional.