“27,4% da população da Madeira encontra-se em situação de risco de pobreza”

16 Fev 2019 / 21:59 H.

O CDS-Madeira organizou mais um dos seus debates no âmbito das sessões orquestradas pelo seu ‘Conselho Económico e Social’, órgão criado para preparar o programa de Governo a ser apresentado no próximo sufrágio regional, a realizar-se no dia 22 de Setembro. Depois de abordar na última sessão a questão dos transportes, foi a vez de falar sobre a pobreza e o presidente do partido centrista na Madeira, José Manuel Rodrigues, foi um dos presentes nesta conferência, que decorreu na Casa Museu Frederico Freitas, local onde apresentou números concretos.

“A pobreza para o CDS não pode ser uma fatalidade e todos nós devemos contribuir para uma maior inclusão social das pessoas mais vulneráveis. É triste, mas é verdade, que 27,4% da população da Madeira encontra-se em situação de risco de pobreza, apesar dos 21 mil milhões de euros que foram derramados sobre a economia e sociedade da Região nos últimos 40 anos”, atirou José Manuel Rodrigues no final do debate, abordando depois a questão do baixo nível de escolaridade na Região.

“Temos de melhorar esta situação através de uma redistribuição da riqueza que combata estas desigualdades e a principal desigualdade é a desigualdade do conhecimento, porque nós temos metade da população activa apenas com o 9.º ano. Ora, pessoas com menos escolaridade têm propensão para serem pessoas mais pobres. Temos de actuar em diversas áreas, mas sobretudo nestas que passo a enumerar: melhor formação e educação para todos os nossos jovens para que não haja as taxas de abandono escolar precoce e para que tenhamos uma sociedade, no futuro, mais bem formada; melhor redistribuição da riqueza que é gerada anualmente na Região, passando por um novo sistema fiscal que combata as desigualdades sociais, bem como das contribuições para a Segurança Social; rever o que hoje existe em termos de percepções sociais no combate à pobreza”, afirmou o centrista.

Ainda na opinião de José Manuel Rodrigues “temos o complemento solidário para idosos” e “temos o Rendimento Social de Inserção (RSI), mas isso não basta”.

“Não basta estar a dar dinheiro para manter as pessoas na pobreza. É preciso retirar as famílias da pobreza e dar dignidade aos cidadãos”, concluiu.

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