Selecções lusas de ténis de mesa empolgadas por receberem qualificação olímpica

Madeirense Marcos Freitas procura nova presença olímpica

21 Jan 2020 / 19:34 H.

Os jogadores portugueses enalteceram hoje a oportunidade de disputarem o torneio de qualificação olímpica por equipas em ténis de mesa no Pavilhão Multiusos de Gondomar, entre quarta-feira e domingo, estabelecendo a meta de marcarem presença em Tóquio2020.

“Só temos de jogar bem e empolgar o público. Espero que o apoio dos portugueses seja uma boa ajuda, tal como aconteceu em Lisboa, onde nos sagrámos campeões da Europa [em setembro de 2014]”, lembrou Tiago Apolónia, em declarações aos jornalistas.

Oitava cabeça de série no sorteio realizado na segunda-feira em Gondomar, a formação masculina ficou isenta da primeira ronda e defronta na quinta-feira a Ucrânia, 21.ª pré-designada, que bateu em dose dupla (3-2 e 3-0) na caminhada para o Europeu 2017.

“A Ucrânia colocou-nos problemas, mas, nos últimos 10 anos, somos talvez a segunda melhor seleção europeia, atrás da Alemanha. Aspiramos à presença nos Jogos Olímpicos e pensaremos jogo a jogo”, alertou o mesatenista lisboeta.

O olímpico madeirense Marcos Freitas corroborou a visão prudente de Tiago Apolónia, apesar das “expectativas altas”, numa série que contempla Bélgica (12.ª), Itália (26.ª) e Malásia (34.ª), potenciais adversários dos portugueses na derradeira luta pela vaga directa em Tóquio.

“A Ucrânia tem um jogador muito forte [Kou Lei, de origem chinesa] e tentaremos chegar à final. Espero que as pessoas nos apoiem, porque competimos em ligas estrangeiras e não temos muitos torneios por cá”, frisou o atleta.

Do mesmo modo, João Monteiro prevê um “jogo complicado” e admite que existe “um longo caminho a percorrer” até à capital japonesa, embora acredite que os jogadores lusos cheguem a Gondomar “em grande forma” e estimulados pelo entusiasmo das bancadas.

“O apoio do público pode dar uma força extra. No meu caso, gosto bastante de jogar frente aos portugueses”, notou o lisboeta, que estará acompanhado por Diogo Carvalho e João Geraldo na mesa, sob orientação do chinês Kong Guoping e de Francisco Santos.

Sublinhando que os mesatenistas portugueses habituaram-se desde cedo a “jogar sob pressão” e costumam “transcender-se nos grandes momentos”, o treinador oriundo de Peniche realça a experiência acumulada e o foco dos atletas das ‘quinas’.

“Trabalham como se fosse o primeiro apuramento da carreira e apelo a todos os portugueses que apoiem estes atletas, que merecem ser acarinhados em casa pelo percurso construído e pela dedicação dada ao país”, referiu Francisco Santos.

Portugal procura somar a terceira presença consecutiva no torneio masculino por equipas, a quarta a nível individual, enquanto a formação feminina, 13.ª pré-designada, sonha com uma qualificação inédita para Jogos Olímpicos.

Caso derrote na quarta-feira a Eslováquia, 26.ª do ‘ranking’, a equipa composta por Fu Yu, Jieni Shao, Luo Xue, Leila Oliveira e Rita Fins decidirá a presença em Tóquio no dia seguinte com o vencedor do encontro entre Hungria (7.ª) e Croácia (28.ª).

“O sorteio foi mais ou menos bom para nós. Temos de dar o nosso melhor e esperar que os portugueses nos deem força”, apelou a luso-chinesa Fu Yu, medalha de ouro nos Jogos Europeus 2019, que garantiu a participação a título individual em Tóquio.

Com 34 formações masculinas e 30 equipas femininas, o torneio de qualificação olímpica por equipas de ténis de mesa apura nove seleções em cada género para os Jogos Olímpicos 2020, atribuindo ainda uma quota de dois atletas para o evento de singulares.

Se Portugal falhar o apuramento nessa fase inicial, repartida por oito grupos em sistema de eliminatórias, acede a um torneio de repescagem, cujo vencedor se torna o nono apurado para Tóquio2020.