Mourinho fala da visita a Old Trafford como o regresso a um local onde foi feliz

03 Dez 2019 / 15:57 H.

O treinador português José Mourinho, que na quarta-feira se desloca no comando do Tottenham ao estádio do antigo clube, o Manchester United, considerou hoje a visita a Old Trafford como o regresso a um local onde foi feliz.

“Amanhã [quarta-feira], voltarei como o treinador da equipa que tentará derrotar o Manchester United. Entendo que eles querem exatamente o oposto, mas durante o jogo espero que se esqueçam de mim”, disse José Mourinho, na antevisão do jogo da 15.ª jornada da Liga inglesa de futebol.

José Mourinho, de 56 anos, que há pouco menos de duas semanas substituiu o argentino Mauricio Pochettino no banco dos ‘spurs’, considerou que o Manchester United, clube que deixou há cerca de um ano, já faz parte do seu livro de memórias.

“Deixei o clube, tomei o meu tempo para analisar tudo o que aconteceu e tomei um tempo também para me preparar para um novo desafio”, explicou o treinador português, acrescentando que o capítulo Manchester United “está encerrado”.

José Mourinho afirmou que agora tem de analisar o Manchester United como um adversário, a maneira como joga, delinear a forma como vencê-lo, antecipar e anular a estratégia dos ‘red devils’ para derrotar o Tottenham.

“Sinto-me bem, gosto de jogar grandes jogos, gosto de jogar contra as melhores equipas e estou ansioso por voltar a um lugar onde fui feliz”, afirmou José Mourinho, acrescentando que tem um relacionamento muito bom com os adeptos dos ‘red devils’.

José Mourinho, que conquistou três troféus com o Manchester United - uma Liga Europa, uma Taça da Liga e uma Supertaça inglesa - regressa pela primeira vez como treinador adversário a Old Trafford.

O Tottenham ocupa a quinta posição da Liga inglesa, com 20 pontos -- a seis do quarto lugar, o último que dá acesso à Liga dos Campeões -, enquanto o Manchester United é nono, com 18.

Pelos ‘spurs’, Mourinho venceu os três jogos que já disputou, na Liga inglesa, com West Ham e Bournemouth (ambos por 3-2), e na Liga dos Campeões, diante do Olympiacos, treinado pelo compatriota Pedro Martins, por 4-2.