Governo admite solução público-privada para cuidados animais
Solução em estudo deverá dar resposta a famílias carenciadas e animais errantes
O Governo Regional admite recorrer a uma solução público-privada para reforçar a resposta na área dos cuidados veterinários, nomeadamente para apoiar famílias economicamente mais desfavorecidas e responder a situações envolvendo animais errantes.
A possibilidade foi admitida, esta tarde, pelo secretário regional da Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, que, quando questionado sobre a eventual criação de um hospital ou clínica pública para animais, defendeu uma abordagem assente em parcerias entre o sector público e o privado.
"A nossa visão, a visão do Governo Regional para esta área, será sempre numa lógica de parcerias públicas ou privadas”, afirmou, considerando que a área da medicina veterinária tem capacidade para crescer através da iniciativa privada.
Segundo Nuno Maciel, o sector privado poderá assegurar a prestação de cuidados veterinários, enquanto o Governo Regional poderá intervir numa lógica de "compensação social", dirigida a agregados familiares mais desfavorecidos, devidamente sinalizados, e a situações relacionadas com animais errantes.
O secretário regional revelou ainda que está a ser trabalhado um projecto com uma "lógica transversal a vários municípios", embora tenha recusado divulgar, para já, mais pormenores.
A declaração surgiu no âmbito de uma iniciativa da Ordem dos Médicos Veterinários, que decorre no Forum Madeira, em o governante aproveitou para destacar a importância da medicina veterinária na sociedade. "O médico veterinário é muito mais do que aquele que toma conta de animais de companhia. Tem uma expressão muito importante, obviamente, no bem-estar animal e nos animais de companhia, mas tem também um contributo muito forte em toda a cadeia da saúde dos seres vivos e dos seres humanos", frisou.
Na área do bem-estar animal, garantiu que o Governo Regional reforçou este ano os apoios às associações ligadas à causa animal. "Nós temos feito sempre um trabalho de cooperação e de proximidade com todas as associações que estão ligadas ao bem-estar e aos animais em geral. Não só aquelas que trabalham directamente com os animais de companhia, mas também temos procurado ir ao encontro das associações e das cooperativas de criadores de gado de toda a Região", realçou.