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Madeira

Inês Sousa Real considera "precipitada" Comissão de Inquérito a Luís Neves

Iniciativa desencadeada pelo JPP e aceite por Aguiar-Branco vai ser, ainda, votada em plenário

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Inês Sousa Real considera "precipitada" a proposta do Juntos Pelo Povo (JPP) para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) à actuação de Luís Neves enquanto director nacional da Polícia Judiciária, defendendo que deve ser dada prioridade à investigação judicial em curso.

A posição foi assumida esta quinta-feira, no Funchal, pela porta-voz do PAN, à margem do encontro 'Da Acção Local ao Impacto Global: Governação Climática nos Territórios Insulares'.

Questionada sobre o sentido de voto do PAN, Sousa Real não antecipou uma decisão, remetendo-a para a Comissão Política Nacional. Ainda assim, considerou que tanto a iniciativa do JPP como a anteriormente apresentada pelo Chega foram "de alguma medida precipitadas", por entender que devem ser conhecidos primeiro os resultados da investigação criminal.

A dirigente separa, contudo, o plano judicial da responsabilidade política. Nesse campo, entende que Luís Montenegro já deveria ter concluído que Luís Neves "não tem condições políticas" para permanecer no Governo.

Sousa Real defendeu ainda que os bens apreendidos no âmbito de crimes, incluindo tráfico de droga e criminalidade económico-financeira, devem poder reverter a favor do Estado, ressalvando a necessidade de existirem mecanismos de fiscalização sobre a sua utilização.

À margem do encontro, Inês Sousa Real abordou também o próximo Orçamento do Estado, esclarecendo que a disponibilidade do PAN para dialogar não significa dar um "cheque em branco" ao Governo. Habitação, saúde mental, combate às alterações climáticas, custo de vida e violência doméstica estão entre as matérias que o partido pretende levar às negociações.

Sobre a decisão do Tribunal Constitucional relativa às eleições internas do PAN, Sousa Real garantiu não se sentir "beliscada" na sua legitimidade como porta-voz e remeteu a análise do acórdão para a Comissão Política Nacional, salientando que o Tribunal "não anulou o congresso, nem mandou cessar as funções dos órgãos".