Trump atribui atentado sofrido em 2024 a "conspiração dos democratas"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, atribuiu hoje o atentado de que foi alvo num comício em 2024 a uma "conspiração dos democratas", sem fundamentar a acusação.
"Toda a gente sabe que o corrupto FBI (agência de investigação federal) de Joe Biden (ex-Presidente democrata) não fez o que devia em relação ao lunático que me alvejou em Butler, na Pensilvânia", acusou Trump na plataforma Truth Social.
Trump afirmou que, quando assumiu o poder a 20 de janeiro de 2025, a maior parte da informação sobre o atentado "tinha desaparecido, estava adulterada, corrompida ou simplesmente tinha sido perdida".
"Tudo isto foi uma conspiração dos democratas para me tirarem das eleições, que falhou", acusou.
O então diretor do FBI, Christopher Wray, deveria "pagar as consequências pela forma como conduziu esta tentativa de assassínio", adiantou.
Durante um comício eleitoral ao ar livre em Butler a 13 de julho de 2024, Trump, então candidato presidencial republicano, foi alvejado por Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, que abriu fogo do telhado de um edifício próximo.
Um dos disparos atingiu de raspão a orelha do então candidato republicano.
No ataque morreu Corey Comperatore, um espetador do comício, e Crooks foi abatido por um sniper do Serviço Secretos.
A investigação federal concluiu que Crooks agiu sozinho, embora a sua motivação não tenha sido estabelecida de forma conclusiva.
Não existem quaisquer provas públicas de que o Partido Democrata tenha orquestrado ou tido conhecimento prévio do atentado.
À medida que se aproximam as eleições intercalares de 03 de novembro, nas quais está em causa a atual maioria republicana no Congresso, a retórica de Trump contra a oposição democrata tem vindo a tornar-se mais agressiva.