Via Rápida ou Via Ratoeira?

A morte de um condutor na via rápida no passado dia 03 de agosto, que malogradamente foi apanhado, às 19h da tarde, por uma viatura proveniente da outra faixa de rodagem, galgando o separador, impele-me, compulsivamente, a ter de escrever algo.

A Via Rápida, entre os Socorridos e o Aeroporto, deixou de ser rápida há muito tempo, são impressionantes os números (40 000 viaturas/dia), mas o excessivo de tráfico não deveria ser sinónimo de excesso de perigo. Mas é. A Via Rápida está a tornar-se, cada vez mais, numa Via Ratoeira: perseguições de viaturas coladas a ver quem anda mais depressa, viaturas a fazer slalons entre as duas faixas, ultrapassando à direita e à esquerda, motas a fazer cavalinhos, motas a 200 km/h, pesados a circular na faixa da esquerda e a querer ultrapassar durante centenas de metros, obrigando a quem vai na faixa da direita a se encostar mais à direita para não ser abalroado, camiões com trelas a velocidades que tornam impossível qualquer travagem de emergência sem provocar um grande acidente, enfim, a velocidade excessiva é uma constante e o perigo é sempre iminente.

É necessário pôr mão pesada nisto, radares, fiscalizações, polícia na estrada, pois, neste andar, mesmo os cumpridores não estão isentos de sofrer consequências graves. Está em causa a segurança das dezenas de milhares de pessoas que lá circulam diariamente.

Queremos ter uma “estrada negra” em acidentes?

Às entidades que supervisionam esta circulação automóvel, apelamos à mais urgente intervenção.

João Correia