Cantora e compositora norte-americana Dolly Parton morre aos 80 anos
A compositora, cantora e atriz norte-americana Dolly Parton morreu hoje, aos 80 anos, anunciou o sobrinho Brian Seaver, em nome da família, através de um vídeo nas redes sociais.
"Dolly abriu portas a gerações de cantores, compositores, músicos e sonhadores de todos os caminhos da vida e por todos os continentes. Seguindo o seu exemplo, acreditámos que tudo era possível", afirmou Seaver, responsável pela segurança de Parton nas últimas duas décadas, depois de o pai já ter exercido o cargo.
Dolly Parton era "conhecida pelas suas curvas voluptuosas, perucas loiras volumosas e roupas justíssimas que refletiam o seu humor autodepreciativo, foi uma das personalidades mais acarinhadas da música e de outros meios --- uma celebridade rara cujo apelo transcendia gerações, geografia e política", escreve a agência noticiosa Associated Press.
O jornal britânico The Guardian, por seu turno, escreve: "Tão talentosa que escreveu duas das maiores canções do século XX -- 'Jolene' e 'I Will Always Love You' -- num único dia".
O diário acrescenta que "a composição de Parton se caracterizava pela sua narrativa vívida, acuidade emocional e força melódica, tudo cantado com uma clareza estridente".
Com um catálogo com centenas de canções, Dolly Parton obteve o recorde de 25 'singles' número 1 na tabela 'country' dos Estados Unidos, e 47 álbuns no top 10 do mesmo género musical. Também alcançou sucesso nas tabelas de música pop com "9 to 5", que alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos em 1980.
Apelidada de "Rainha da Country", conciliou a carreira musical com a representação, tendo sido por duas vezes nomeada para os Globos de Ouro, e o seu programa de literacia "Imagination Library" doou mais de 150 milhões de livros a crianças.
Dolly Parton estreou-se em disco em 1967 com o disco "Hello, I'm Dolly", primeiro de 50 álbuns de estúdio.
Ao longo da carreira recebeu 11 prémios Grammy e três prémios Emmy, um Óscar honorário humanitário e um Tony.