Trump diz que já não há minas em Ormuz e adverte Teerão contra colocar mais
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afiançou que militares norte-americanos desminaram o estreito de Ormuz e advertiu o Irão contra qualquer tentativa de colocar novos explosivos na via navegável estratégica para a distribuição de petróleo.
"Acabei de ser informado pela Marinha dos Estados Unidos de que todas as minas foram removidas e/ou detonadas nas águas internacionais do estreito de Ormuz. O Irão foi notificado de que qualquer navio ou embarcação que coloque novas minas será destruído de imediato e de forma sistemática", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.
O republicano acrescentou que a Força Espacial, um ramo das Forças Armadas criado em 2019, durante o seu primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021), está a vigiar "cada centímetro do estreito, bem como o Pickaxe Mountain e outras três instalações nucleares já destruídas".
"Existe uma política de tolerância zero totalmente em vigor em relação à colocação de minas", reiterou.
Numa mensagem anterior, Trump afirmou que o Irão não está a pagar às suas tropas, mas continua a executar manifestantes "a níveis sem precedentes", no que classificou como "uma crise humanitária de proporções gigantescas" que precisa de ser travada.
As declarações do chefe de Estado norte-americano coincidem com o aumento da pressão para forçar Teerão a aceitar um acordo de paz para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, há quase seis meses, justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Na segunda-feira, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, apresentou a operação "Pária Económico" contra a República Islâmica, que visa sancionar qualquer pessoa ou entidade que com ela mantenha relações comerciais, uma semana depois de ter caducado um cessar-fogo e o prazo de 60 dias acordado pelos dois países para negociar o fim da guerra.
Estas novas sanções, que ainda não têm data de aplicação, juntam-se ao bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do Irão, que no início do conflito bloqueou, como medida de retaliação, o estreito de Ormuz, afetando o fornecimento global do petróleo e elevando os preços dos seus derivados.
Também na segunda-feira, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, declarou que o Pentágono não descartou o uso de "ataques cinéticos" contra alvos iranianos.