Funchal: um caminho para construir um futuro melhor através da cultura
A nossa visão e acção, para a cultura, não se limita à programação de espectáculos ou à gestão de equipamentos
A afirmação do Funchal como polo central da oferta cultural, na Região, tem sido uma realidade, como o demonstra o dia-a-dia. Mas esta afirmação vai muito mais além da programação existente, planeada e concretizada para ser, igualmente, eclética, isto é, capaz de atrair todos os tipos de público. Vai também muito mais além da profusão de equipamentos culturais, geridos pela Câmara Municipal.
Nesse sentido e tal como afirmámos, aquando da apresentação da nova temporada artística do Teatro Municipal Baltazar Dias, recentemente realizada, o trabalho que temos concretizado resulta da conjugação de parcerias e esforços, numa verdadeira criação de uma rede de cooperação, entre as políticas públicas municipais, na área da cultura e os agentes cultuais, que são, em abono da verdade, os verdadeiros protagonistas, sem os quais não é possível materializar uma programação diversificada e de qualidade.
Por isso mesmo, a nossa visão e acção, para a cultura, não se limita à programação de espectáculos ou à gestão de equipamentos culturais, já que as encaramos como um instrumento de dinamização, de coesão, de valorização da identidade colectiva, de estimulo à criatividade, de produção de conhecimento e promoção da melhoria da qualidade de vida, porque nem só de pão vive o homem – o espírito também precisa de alimento e a cultura é, sem dúvida, isso mesmo.
Por outro lado, não esquecemos a importância da aproximação da cultura às escolas e aos mais jovens, pois a criação de novos públicos e também de criadores é fundamental para o crescimento deste sector.
Deste modo, não só estamos a reforçar, financeiramente, o investimento público municipal, na cultura, como temos implementando um conjunto de novas medidas, entres as quais destacamos a introdução dos contratos plurianuais, que trazem maior capacidade de planeamento e organização aos agentes culturais.
A estas medidas, refira-se igualmente que, além dos grandes eventos que são já marcas consolidadas na oferta cultural da cidade, e que requerem, por parte da CMF, um avultado investimento financeiro, como são, por exemplo, a Feira do Livro e o Funchal Jazz, apoiamos, anualmente, 64 associações/instituições e organizações culturais, num apoio que abrange as mais diversas áreas, desde teatro, dança, folclore, música, cinema, artes visuais e festivais, entre outros.
Mas a nossa visão e acção para a cultura, no Funchal, que consubstancia uma paulatina mudança de paradigma, também procura a afirmação cultural do Funchal, quer nacional, quer internacional, o que tem sido conseguido com o desenvolvimento de programas com algumas das instituições mais prestigiadas do país, como o são o Teatro nacional D. Maria II e a Fundação Calouste Gulbenkian e programas como o Island Connect, que demonstra a capacidade do Funchal em integrar redes de criação artística, acolhendo residências internacionais, o que não só promove o intercâmbio, como também afirma a cidade como palco de criação contemporânea.
Uma palavra ainda para a valorização do património cultural existente, outro eixo fundamental na nossa actuação.
Por fim, recordemos que a temporada artística do Teatro Municipal Baltazar Dias de 2025/26, o nosso ex-libris no que a equipamentos culturais se refere, alcançou um recorde de espectadores, tendo sido apresentados 155 espectáculos, numa programação diversa, eclética e com qualidade.
Mais do que a cultura ser estratégica para o Funchal, não podemos esquecer de que investir em cultura é também construir o futuro, que queremos sempre melhor.