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Nada é um fim, tudo é um novo começo

Tudo começa com um rabisco, uma linha num papel. Uma linha que ganha forma, que se transforma, passa a ser uma entidade, tem a sua própria identidade. Uma linha que faz o seu percurso e, do nada, está no fim de um ciclo — ou será que está apenas num novo começo?

Com o aproximar da graduação, o fim do percurso de muitos dos estudantes da Universidade da Madeira, começam a surgir questões e a afirmar-se certezas. Acabada a licenciatura, qual é a melhor opção? Seguir para um mestrado, entrar “de cabeça” no mercado de trabalho, ficar cá, deixar a ilha ou mesmo o país? Ao mesmo tempo, sente-se a nostalgia do percurso: todas as noitadas para a época de frequências, os cafés da máquina ao fundo do corredor, as melhores cadeiras para se assistir às aulas, entre tantas outras memórias que só cada aluno consegue descrever.

Porém, não nos podemos focar só no fim, mas sim em todo o processo. Muitas vezes entramos num curso com uma ideia tão diferente daquela que realmente se vive: um aluno que siga Engenharia Informática a achar que vai logo começar a escrever linhas de código embate com Física e Cálculo nos primeiros semestres; outro, de Artes Visuais, entra com um forte estigma da sociedade de que se vai matricular num curso sem saídas, e sai com uma nova orientação e visão, dada pelos seus professores, e com a vocação necessária para traçar o seu caminho.

De acordo com o Observatório da Vida Estudantil, promovido pela Académica da Madeira, são apontados como aspetos mais positivos para a experiência universitária os laços que se criam (como dizemos em Medicina, “o curso não se faz sozinho”), o ambiente e toda a proximidade com os professores e académicos. Eu ainda acrescentaria mais: a vida fora da sala de aula. Todos os projetos, tais como os que a Académica, através de todas as suas associações, promove, ou mesmo aqueles que surgem em aula, associados diretamente ao curso, fazem-nos saber relacionar-nos com o outro e desenvolver as soft skills que hoje são tão faladas no mercado de trabalho.

No mais recente episódio do Peço a Palavra, o podcast da Académica da Madeira em parceria com a TSF-Madeira, numa edição especial com a participação da Associação para a Promoção da Herança Madeirense, focámo-nos em partilhar o percurso de dois estudantes: Pedro Andrade, finalista do mestrado em Engenharia Informática, e Valentina Costa, finalista da licenciatura em Artes Visuais. Dois percursos diferentes, marcados por quem cada um é, mas com uma crença em comum: a de que a Universidade da Madeira está a crescer e está pronta para servir todos os que queiram prosseguir os seus estudos lá. Falamos de futuro, expectativas e esperanças, o que esperar e que conselhos dar àqueles que ainda vão entrar, o papel da família, dos amigos... falamos daquilo que torna a universidade um dos melhores períodos das nossas vidas.

Escrevo sobre finalistas apesar de ter acabado o meu ano de caloira há pouco menos de um mês, um pequeno fim no contexto académico. O fim do ano de todos os “primeiros”, quer da praxe, quer do arraial académico, primeira época de exames e recursos, os primeiros projetos, amigos: um lindo capítulo. Há um ano, tinha tanto medo de me perder, até que me disseram: “Nada é um fim, tudo é um novo começo, aproveita a viagem”, e é mesmo isso que tenho feito. A todos os que acabam esta fase das suas vidas, boa viagem, continuem a traçar a linha no papel que vos trouxe até aqui e que ainda mais longe vos vai levar.