Trump está a examinar pedido do Paquistão para prolongar fim do ultilmato
Donald Trump está a examinar um pedido do Paquistão para estender em duas semanas o ultimato que deu ao Irão, quando faltam poucas horas para terminar o prazo.
A sua porta-voz, Karoline Leavitt, disse hoje que Trump "está ao corrente da proposta e vai dar uma resposta".
O tempo está a esgotar-se: o prazo dado acaba às 20:00 de Washington (00:00 TMG; 01:00 de quarta-feira de Lisboa), até quando o Irão deve aceitar as exigências dos EUA, as quais não estão claras na sua totalidade, antes de estes desencadearem um ataque massivo.
"O presidente sabe onde estamos e o que vai fazer", sentou, lacónica, Leavitt.
Trump tem feito ameaças particularmente espetaculares nos últimos dias. Mas, por outro lado, habituou o mundo às reviravoltas mais abruptas.
"Os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Médio Oriente progridem de maneira constante, vigorosa e determinada", escreveu o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, nas redes sociais.
"Para deixar a diplomacia seguir o seu rumo, peço ao presidente Trump que prolongue o prazo e duas semanas", acrescentou.
Durante um telefonema com um jornalista da Fox, Trump classificou as negociações como "agitadas".
Na manhã de terça-feira, na sua rede social, Trump escreveu: "Uma civilização vai morrer esta noite", acrescentando: "Não quero que isso aconteça, mas deve ser provavelmente o caso".
Sem "acordo" até às 00:00 GMT, Trump ameaçou destruir numerosas infraestruturas civis no Irão, nomeadamente pontes e centrais elétricas.
Contudo, mesmo antes do prazo expirar, várias infraestruturas foram atingidas hoje no Irão, entre a quais duas pontes.
Atacada foi também a ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, ponto nevrálgico da indústria petrolífera iraniana, informou a agência noticiosa iraniana Mehr.
Ainda na mensagem na sua rede social, Trump deixou a porta aberta a um desfecho positivo nas negociações.
"Agora que temos uma mudança de regime completa e total (no Irão), onde espíritos diferentes, mais inteligentes e menos radicalizados prevalecem, talvez alguma coisa revolucionariamente genial possa acontecer, QUEM SABE?", escreveu.