JP Madeira alerta para a necessidade de rever o financiamento do internamento na Região
A Juventude Popular da Madeira, juventude partidária do CDS-PP Madeira, encerrou hoje as “Jornadas da Saúde Mental – Uma geração que se ouve” com uma visita à Casa de Saúde Câmara Pestana, no dia em que se assinala o Dia Mundial da Saúde.
Da reunião, a JP Madeira destaca a necessidade de rever o financiamento do internamento na Região. Segundo foi transmitido à estrutura, o valor diário financiado ronda os 68 euros, ficando abaixo do custo real, que pode ultrapassar os 110 euros por dia no internamento de curto prazo, sem distinção entre internamentos de curto e longo prazo, apesar de os primeiros implicarem encargos mais elevados.
A vice-presidente da Juventude Popular da Madeira, Lara Pereira, considera que esta realidade deve ser corrigida, uma vez que “não faz sentido que, na Madeira, o financiamento por internamento seja inferior ao do continente, sobretudo quando estas instituições asseguram uma resposta essencial e única, a somar aos custos da insularidade associados”.
A estrutura sublinha ainda que, ao contrário do continente, onde existem hospitais públicos na rede com resposta nesta área, na Madeira estas entidades "acabam por assumir praticamente sozinhas esse papel". Outro dos problemas apontados prende-se com os custos suportados pelos utentes, "já que os subsistemas não financiam a totalidade do internamento, com especial destaque para a Segurança Social, que não comparticipa estes encargos".
Um outro ponto abordado durante a reunião foi a necessidade de “olhar para a saúde mental de forma mais transversal, com investimento em respostas como centros de dia, ginásios comunitários e outras valências de acompanhamento continuado, retirando pressão às instituições”, acrescentou Lara Pereira.
Com esta visita, a JP Madeira dá por concluídas as “Jornadas da Saúde Mental – Uma geração que se ouve”, considerando que as várias reuniões realizadas permitiram confirmar "dificuldades comuns e a necessidade de dar maior prioridade à saúde mental na Região", relembrando que "a problemática da saúde mental é multidisciplinar, pois toca na saúde, mas também na inclusão social no momento da reintegração dos mais vulneráveis à sociedade".