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Guerra no Irão Mundo

Papa pede a Israel reabertura de diálogo para "paz justa" na região

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Foto EPA/GIUSEPPE LAMI

O papa defendeu hoje, numa conversa telefónica com o Presidente de Israel, a reabertura do diálogo para uma "paz justa" no Médio Oriente, no mesmo dia em que também falou com o chefe de Estado ucraniano.

Durante a conversa com Isaac Herzog, Leão XIV defendeu "a necessidade de se reabrirem todos os canais possíveis de diálogo diplomático para pôr fim ao grave conflito em curso, na procura de uma paz justa e duradoura em todo o Médio Oriente", afirmou o Vaticano, em comunicado.

Ao longo da conversa, o líder da Igreja Católica realçou "a importância de se proteger a população civil e de se promover o respeito pelo direito internacional", acrescentou na mesma nota.

A conversa telefónica, que acontece durante a Semana Santa, decorreu cinco dias depois de a polícia israelita ter impedido o cardeal Pierbattista Pizzaballa de celebrar a missa do Domingo de Ramos na basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

A situação gerou forte contestação internacional e obrigou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a recuar e a dizer que o cardeal podia entrar na basílica, numa altura em que a mesquita Al-Aqsa, também situada em Jerusalém, continua com todos os acessos vedados por Israel há mais de um mês.

O Vaticano relatou também uma "conversa cordial" do papa com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a qual o líder da Igreja Católica "reafirmou a proximidade com o povo ucraniano".

Os dois líderes "discutiram esforços para promover iniciativas humanitárias, incluindo a libertação de prisioneiros", referiu o comunicado do Vaticano, que tem desempenhado um papel de mediação desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, no início de 2022.

Zelensky escreveu numa rede social que aproveitou a conversa telefónica com Leão XIV para denunciar e condenar um ataque russo "com centenas" de drones e "dezenas de mísseis", em curso naquele momento.

"O ataque tem sido contínuo, em várias ondas, desde a noite passada, e pelo menos cinco regiões já foram afetadas. Nem uma hora de paz para o nosso povo e esta é a resposta da Rússia à nossa proposta de cessar-fogo para a Páscoa", disse.

O líder ucraniano afirmou também que convidou o papa para fazer a sua primeira visita à Ucrânia.

Durante as celebrações da Páscoa, o papa tem denunciado as guerras que afetam o mundo.