Senado dos EUA rejeita resolução para impedir Trump de ordenar novos ataques
O Senado norte-americano rejeitou hoje uma resolução que impediria o Presidente Donald Trump de ordenar novos ataques contra o Irão sem autorização prévia do Congresso.
Na câmara alta do Congresso, onde os republicanos detêm a maioria, a resolução foi derrotada por 47 votos contra 52.
O senador republicano Rand Paul juntou-se aos democratas no apoio à resolução; o democrata John Fetterman votou contra.
A iniciativa, promovida pela oposição democrata, procurava invocar a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que exige autorização do Congresso para iniciar hostilidades noutro país.
O Senado já havia rejeitado resoluções sobre o conflito com o Irão a 04 de março, enquanto a Câmara dos Representantes, também de maioria republicana, agiu analogamente no dia seguinte.
Embora os legisladores republicanos comecem a distanciar-se e a expressar as suas divergências com a decisão de Trump de iniciar uma guerra contra o Irão, ainda estão longe de apoiar as resoluções dos democratas.
Os representantes democratas, por sua vez, mantêm a sua estratégia ofensiva contra a guerra no Irão, obrigando os republicanos a tomar uma posição.
Semanalmente, pretendem apresentar uma resolução sobre os poderes de guerra no Senado para travar a ofensiva de Trump enquanto a operação no Médio Oriente continuar.
O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, lidera a proposta referente a uma guerra que considera "ilegal, impopular e desastrosa para os americanos e as suas famílias", como explicou à EFE.
A Resolução sobre os Poderes de Guerra de 1973 mantém a exigência de que qualquer intervenção militar no estrangeiro necessite de autorização do Congresso.
Exige ainda que os presidentes retirem as forças norte-americanas de qualquer conflito não autorizado pelo Congresso no prazo de 60 dias, prorrogável por 30 dias se o Presidente certificar a Câmara de que se trata de uma "imperativa necessidade militar".
Pouco depois do início da guerra, Trump previu que esta terminaria dentro de quatro a cinco semanas, mas agora os legisladores enfrentam o prazo legal de 60 dias, que expira a 01 de maio.
O Presidente afirmou hoje, numa entrevista à Fox Business, que a guerra está "muito perto do fim", enquanto mantém em vigor o bloqueio naval que impôs ao Irão no Estreito de Ormuz e continua a enviar milhares de soldados para o Médio Oriente.