PS defende retoma do Programa de Saúde Oral nas escolas da Região e revisão da Convenção com os dentistas
O PS-Madeira alertou, hoje, para a necessidade de retomar o Programa de Saúde Oral nas escolas da Região, uma medida fundamental para a promoção da prevenção e dos hábitos de saúde oral entre os mais jovens.
Segundo nota à imprensa, esta é uma preocupação partilhada quer pelos socialistas, quer pelos médicos dentistas, conforme manifestado na reunião mantida esta manhã entre a presidente do PS-M e a presidente da delegação regional da Ordem dos Médicos Dentistas, Catarina Cortez.
Como deu conta Célia Pessegueiro, o programa, que incidia sobre a educação para a higiene oral das crianças, os rastreios e a avaliação precoce, foi interrompido em 2010, sendo que, desde então, os dados apontam para um aumento dos problemas de saúde oral entre as crianças e jovens. A sua retoma é, por isso, fundamental.
Outro dos assuntos em debate prendeu-se com a necessidade de regulamentação da carreira de medicina dentária no público, que já se encontra na gaveta há cinco anos e que seria importante para garantir estabilidade aos profissionais que integram o sistema público.
A revisão da Convenção entre o Governo Regional e a Ordem dos Médicos Dentistas foi outra das preocupações manifestadas, tendo em conta que a convenção já data de 1997 e está desajustada à realidade atual. Neste âmbito, Célia Pessegueiro destacou que é preciso avançar com a respetiva alteração, de modo a abranger atos médicos que não estão presentemente contemplados, mas também aumentar o valor da comparticipação. Conforme foi transmitido, por ano, o Governo Regional gasta apenas cerca de 350 mil euros em comparticipações na área da medicina dentária, o que é revelador do baixo valor das mesmas.
A presidente do PS-M defendeu ainda a aplicação na Região do cheque-dentista, uma medida em vigor a nível nacional e com sucesso comprovado que seria significativa para facilitar o acesso a consultas e tratamentos dentários.
A dirigente socialista adiantou que, mesmo existindo médicos no sistema público, os recursos que têm ao seu dispor não são suficientes para prestarem todos os atos médicos à população. “A resposta às necessidades não é garantida e o privado não é acessível para a maioria das famílias madeirenses”, alertou, vincando que a aplicação do cheque-dentista e o aumento das comparticipações seria determinante para incentivar o acesso à medicina dentária e que o PS irá avançar com medidas legislativas nesse sentido.