Comandante do exército diz que Israel está "a esmagar regime" de Teerão
Israel está "a esmagar o regime terrorista iraniano", declarou hoje o comandante do exército israelita, Elya Zamir, que insistiu também na eliminação do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.
"Estamos a esmagar o regime terrorista iraniano e aproveitaremos todas as oportunidades para consolidar os nossos sucessos", afirmou comandante das forças israelitas, após quase uma semana desde o início dos ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica, que mataram o líder supremo Ali Khamenei e vários elementos da cúpula militar.
O exército israelita anunciou ter atingido mais de 400 alvos, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de armazenamento de drones, em várias regiões do Irão.
Desde o início da guerra, Israel afirma ter realizado diariamente aproximadamente o mesmo número de ataques.
O Irão, por sua vez, declarou que estava a disparar mais uma salva de drones e mísseis contra Israel e bases norte-americanas na região, em linha com a resposta militar ao início dos bombardeamentos israelo-americanos no passado sábado.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu a "rendição incondicional" do Irão e afirmou que pretende envolver-se tanto na escolha dos futuros dirigentes do país como na reconstrução.
"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma rendição incondicional! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ótimos e aceitáveis, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.
Na mensagem, não explicou, contudo, o que entende exatamente por "rendição incondicional".
O líder republicano norte-americano mantém-se também vago quanto à duração da guerra, ora falando de "quatro a cinco semanas", como de uma ofensiva "avançada em relação ao calendário previsto", ao mesmo tempo que garantiu que os Estados Unidos estarão envolvidos durante o tempo que for necessário.
Nas últimas declarações, o comandante do exército israelita acusou o Hezbollah por optar "por se juntar à luta ao lado do Irão e está a pagar o preço", referindo-se aos bombardeamentos intensivos de Israel no Líbano, acompanhados por incursões terrestres no sul do país vizinho, em resposta a ataques aéreos lançados pelo grupo libanês contra o território israelita.
"Aproveitaremos todas as oportunidades para atacar o Hezbollah (...) e eliminar a ameaça. Não desistiremos do desarmamento", acrescentou Elya Zamir.
Segundo o exército israelita, o Hezbollah disparou 70 foguetes e drones contra o território desde o recomeço das hostilidades, e, no sentido contrário, 26 vagas de ataques aéreos foram lançados por Israel no Líbano contra cerca de 500 alegados alvos do grupo xiita, que resultaram em 70 mortos dos seus elementos.
Na quinta-feira, o comandante do exército adiantou que as tropas em operações terrestres no Líbano receberam ordens para avançar ainda mais no país, de forma a expandir a sua zona de controlo ao longo da fronteira com Israel, apesar da presença da força de paz da ONU (FINUL) e do acordo de cessar-fogo com o Hezbollah, em vigor desde novembro de 2024, que nunca terminou por completo as hostilidades.
Segundo dados oficiais de Beirute, pelo menos 217 pessoas morreram e 788 foram feridas no Líbano desde o começo desta nova crise, além de dezenas de milhares que ficaram deslocadas.