Japão e Canadá assinam acordo para reforçar cooperação em defesa e energia
O Japão e o Canadá assinaram hoje um acordo estratégico para reforçar a cooperação em defesa, segurança económica e energia, num contexto de preocupação com o abastecimento de petróleo devido à guerra no Médio Oriente.
O entendimento foi alcançado durante uma reunião em Tóquio entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês, os dois líderes destacaram a importância da segurança energética num momento de "incerteza geopolítica".
Durante as conversações, Japão e Canadá concordaram em trabalhar em conjunto para diversificar fontes energéticas e expandir o comércio e o investimento destinados a reforçar as cadeias de abastecimento.
"O mundo está num ponto de viragem. Vemos as manifestações no Médio Oriente. Vemos isso em todo o lado", afirmou Mark Carney numa conferência de imprensa conjunta.
A visita de Carney ao Japão, a primeira desde que assumiu funções no ano passado, ocorre num contexto de preocupação com o impacto da guerra no Médio Oriente nos fluxos de petróleo que atravessam o estreito de Ormuz.
Os dois países acordaram também iniciar diálogos bilaterais sobre segurança económica e políticas cibernéticas, numa altura em que enfrentam o que consideram ser uma crescente assertividade da China no comércio e na atividade militar na região do Indo-Pacífico.
Japão e Canadá deverão ainda iniciar negociações para um pacto de defesa destinado a simplificar procedimentos relacionados com visitas militares, exercícios conjuntos e outras operações.
O acordo prevê também o reforço da cooperação entre as indústrias de defesa dos dois países, num momento em que Tóquio procura expandir as suas exportações de equipamento militar.
Na semana passada, o Partido Liberal Democrático, que lidera o Governo japonês, e o seu parceiro de coligação apresentaram uma proposta para eliminar restrições à venda de armas letais, numa medida que poderá representar uma mudança significativa na política pacifista do Japão do pós-guerra.
O Governo japonês deverá analisar formalmente essa proposta nos próximos meses.