Guerra no Médio Oriente já fez pelo menos 30 mil desalojados no Líbano
A guerra no Médio Oriente já desalojou pelo menos 30 mil pessoas no Líbano, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU).
"Estão a ser relatados deslocamentos populacionais significativos em partes do sul do Líbano, no Vale do Bekaa (no leste do Líbano) e nos subúrbios do sul de Beirute, depois de Israel ter emitido alertas de retirada aos residentes de mais de 53 aldeias libanesas e realizado intensos ataques aéreos" nestas três regiões, disse o porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) Babar Baloch, em conferência de imprensa realizada em Genebra.
"Ontem [na segunda-feira], segundo estimativas conservadoras, quase 30 mil pessoas foram recebidas e registadas em abrigos coletivos. Muitas outras dormiram nos seus carros à beira das estradas", adiantou.
O Líbano foi arrastado para o conflito regional na segunda-feira, quando o movimento xiita Hezbollah -- apoiado pelo Irão - lançou foguetes contra Israel, provocando uma resposta deste país.
O Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado para se limitar a ações políticas, mas Israel atacou na segunda-feira pelo menos 70 alvos do Hezbollah no Líbano, tendo abatido o chefe do braço armado da 'Jihad' Islâmica palestiniana em território libanês.
Já hoje, o Hezbollah reivindicou um ataque com drones contra a base aérea israelita de Ramat David e o exército de Israel bombardeou os subúrbios do sul de Beirute.
Israel emitiu, entretanto, ordens para retirada de pessoas de dezenas de localidades no Líbano e o ministro da Defesa, Israël Katz, anunciou que o exército estava a "tomar controlo" de novas posições no sul do Líbano.
Pelo menos 50 pessoas morreram nos confrontos no Líbano, mas Israel ainda está a ponderar se avança para uma ofensiva terrestre no país vizinho.