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Explicador Madeira

Uma solução temporária com impacto na vida dos animais

Saiba como funciona as famílias de acolhimento temporário para cães e gatos

Nem sempre há espaço nos abrigos nem condições para responder a todos os resgates de animais. Quando isso acontece, são casas anónimas que preenchem essa falha. As famílias de acolhimento recebem temporariamente cães e gatos que precisam de tempo, para recuperar, crescer ou simplesmente voltar a confiar, até surgir uma solução definitiva.

O que é uma Família de Acolhimento Temporário (FAT)?

Uma Família de Acolhimento Temporário, conhecida como FAT, é uma pessoa ou um agregado que recebe provisoriamente um animal resgatado (na maioria dos casos, cães ou gatos), integrando-o no ambiente de uma casa até que seja possível a sua adopção.

O recurso ao acolhimento surge por diferentes motivos. Pode tratar-se de um animal em recuperação após uma intervenção cirúrgica, de uma cria ainda demasiado pequena para permanecer num abrigo, ou simplesmente de situações em que não existe capacidade de resposta nos canis e gatis. Há também casos de animais que não se adaptam a esses contextos e beneficiam de um espaço mais tranquilo.

Este acolhimento é, por definição, temporário. A sua duração varia consoante cada situação e termina quando o animal encontra uma família definitiva ou, em alternativa, quando é encaminhado para outra família de acolhimento.

Qual a sua importância desta solução?

Até mesmo os melhores abrigos ou associações não conseguem substituir um lar de verdade. O impacto no animal nota-se não só no seu corpo, mas também no comportamento e na forma como se sente. 

Nesse sentido, ao ser incluído num ambiente familiar, o animal consegue descansar melhor, recuperar mais rapidamente de problemas de saúde, aprender regras de convivência, ganhar confiança nas pessoas e mostrar a sua personalidade de forma natural.

Muitos dos animais resgatados chegam às associações assustados, desconfiados ou emocionalmente fechados, alguns até com histórico de maus-tratos e outros sem qualquer contacto humano anterior. Para muitos, a família de acolhimento temporário é o primeiro lugar onde se sentem realmente seguros, e em certos casos este apoio pode ser determinante, fazendo toda a diferença entre sobreviver ou não.

Em que situações é mesmo necessário?

As associações recorrem a Famílias de Acolhimento Temporário em diferentes situações. Podem ser animais que passaram por cirurgia e precisam de descanso e acompanhamento, bebés órfãos que exigem cuidados contínuos, casos de resgates urgentes sem lugar disponível em abrigos, animais muito meigos que sofrem com o stress do canil ou animais que não se adaptam a viver com muitos outros.

É sobretudo durante a Primavera e o Verão, devido ao aumento das ninhadas, que a procura por famílias de acolhimento dispara.

O que é necessário para ser uma Família de Acolhimento Temporário?

Não existe um perfil definido para ser família de acolhimento temporário, mas é essencial ter disponibilidade emocional para acolher o animal, ter um espaço seguro dentro de casa, tempo disponível para cuidar e muita paciência para lidar com medos, adaptações ou pequenos acidentes.

Quanto tempo dura o acolhimento?

Não há um período definido para o acolhimento temporário. Em alguns casos dura apenas alguns dias ou semanas, noutros pode prolongar-se por vários meses. A duração depende da saúde e idade do animal, do tempo necessário até encontrar uma família definitiva e da disponibilidade da família de acolhimento.

Quem paga as despesas?

Durante o acolhimento, as despesas do animal ficam a cargo da associação, incluindo alimentação, medicação, cuidados médico-veterinários, vacinas, esterilizações e tratamentos necessários.

Como tornar-se Família de Acolhimento Temporário?

Normalmente, as associações de protecção animal disponibilizam formulários específicos para quem quer tornar-se família de acolhimento e estão continuamente à procura de novas pessoas interessadas.

O processo é simples. Basta contactar a associação desejada, preencher a candidatura e discutir a sua disponibilidade, o tipo de animal e as condições de acolhimento.