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Guerra no Irão Mundo

ONU evita falar sobre possível iniciativa para Estreito de Ormuz e pede discrição

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Foto EPA

A ONU recusou comentar, esta segunda-feira, uma possível iniciativa para lidar com a paralisação no Estreito de Ormuz, mas admitiu contactos sobre a situação no Médio Oriente e defendeu discrição sobre o tema.

"Temos acompanhado as especulações nos meios de comunicação social sobre uma eventual iniciativa liderada pela ONU em torno do Estreito de Ormuz. Como se devem recordar, durante a preparação da Iniciativa sobre os Cereais do Mar Negro, o silêncio foi a melhor opção", indicou o porta-voz do secretário-geral da ONU, em comunicado.

O posicionamento das Nações Unidas surgiu após a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, ter admitido ter conversado nos últimos dias com o líder da ONU, António Guterres, sobre "como manter aberta" esta passagem estratégica para o comércio mundial, nomeadamente para o mercado petrolífero.

"Posso afirmar que o secretário-geral mantém contacto frequente com altos funcionários da região e de outros países", indicou Stéphane Dujarric, na nota informativa.

"Não alimentaremos especulações e continuaremos a trabalhar com discrição. Os riscos são muito elevados", concluiu.

Kallas afirmou, esta segunda-feira, que conversou com Guterres, entre outros interlocutores, sobre "como manter o Estreito de Ormuz aberto" e sobre se seria possível lançar uma iniciativa semelhante à do Mar Negro para escoar grãos da Ucrânia.

UE pede a Guterres iniciativa para permitir exportação de petróleo pelo estreito de Ormuz

A chefe da diplomacia da UE disse hoje ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.

A chefe da diplomacia da UE reconheceu que a retoma dos envios de fertilizantes, alimentos e energia através do Estreito de Ormuz é uma "prioridade urgente".

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão, que causou mais de mil mortos até agora, maioritariamente iranianos.

A situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.