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Madeira

Chega quer criar "Reserva Voluntária das Forças Armadas"

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O grupo parlamentar do Chega (CH) na Assembleia da República "deu entrada de um projeto de lei que cria a Reserva Voluntária das Forças Armadas, um mecanismo destinado a reforçar a capacidade de resposta do país em situações de emergência nacional, crises de segurança ou necessidades operacionais das estruturas militares", informa uma nota de actividade parlamentar do deputado madeirense Francisco Gomes.

Conta que "a iniciativa pretende permitir que cidadãos com formação militar ou competências técnicas relevantes possam integrar uma reserva voluntária mobilizável, contribuindo para fortalecer as capacidades de defesa nacional e apoiar as Forças Armadas em contextos excecionais", explica.

Segundo Francisco Gomes, "a criação deste mecanismo permitirá aproveitar o potencial de cidadãos disponíveis para servir o país, reforçando a ligação entre a sociedade civil e as estruturas de defesa, enquanto aumenta a capacidade de mobilização em situações de necessidade". E acrescenta: "Portugal precisa de estar preparado para enfrentar crises e desafios que podem surgir a qualquer momento. Uma reserva voluntária é uma forma responsável de reforçar a capacidade do país sem comprometer a estrutura permanente das Forças Armadas."

O deputado sublinha que "vários países aliados dispõem já de modelos semelhantes de reserva militar, os quais têm demonstrado utilidade tanto em missões de defesa como em cenários de apoio à proteção civil e resposta a catástrofes", exemplifica. "A defesa nacional não é apenas responsabilidade das Forças Armadas permanentes. É uma responsabilidade coletiva que exige preparação, organização e espírito de serviço", acredita.

Francisco Gomes afirma ainda que a proposta do CH "representa um passo importante para reforçar a cultura de defesa e a resiliência estratégica do país", uma vez que "num mundo cada vez mais instável, Portugal não pode continuar a desvalorizar a sua capacidade de defesa. Criar uma reserva voluntária é investir na segurança, na soberania e na preparação do país para o futuro".