Países nórdicos e Canadá distanciam-se da guerra no Médio Oriente
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, declarou hoje que os países nórdicos e o Canadá não fazem parte do conflito iniciado pelos ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.
"Não fazemos parte desta guerra. Não a iniciámos. Mas afeta-nos a todos", disse Jonas Gahr Støre, numa conferência de imprensa realizada em Oslo, ao lado dos líderes do Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Islândia.
O chefe do Governo norueguês criticou a falta de um plano claro para o desenvolvimento das operações militares dos EUA e de Israel, que desencadearam ataques de retaliação a partir de Teerão contra uma dezena de países do Médio Oriente.
"Não acreditamos que o plano de como isto se deve desenrolar seja claro", afirmou, esclarecendo de seguida que os líderes dos países reunidos em Oslo estão a tentar contribuir para a desescalada do conflito.
Acrescentou ainda que serão utilizados "todos os canais disponíveis para encorajar as partes a encontrarem uma solução que não agrave a situação".
Reunidos na capital norueguesa, os chefes de Governo dos cinco países nórdicos e o Canadá acordaram reforçar a sua cooperação no Ártico, uma região estratégica envolvida em tensões internacionais e agora exposta às ambições dos EUA.
Numa declaração conjunta, reafirmaram o seu compromisso com o direito internacional "num momento marcado por tensões geopolíticas elevadas, guerra e uma multiplicidade de crises".
"Com tudo o que está a acontecer agora - a guerra na Ucrânia, os Estados Unidos, infelizmente, a suspender as sanções contra a Rússia e uma guerra no Médio Oriente - países como o nosso devem manter-se unidos", disse a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, durante a conferência de imprensa.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, enumerou como preocupações comuns "os desafios à segurança do Ártico, desafios relacionados com a natureza evolutiva da guerra e desafios decorrentes da interação entre as novas tecnologias e os conflitos --- reais e virtuais --- que estão cada vez mais próximos de todos nós".
Os seis países, todos membros da NATO, reforçaram também a cooperação em matéria de defesa, comércio, energia de baixo carbono, tecnologia e acesso aos recursos minerais.
Reafirmaram ainda o seu compromisso de apoiar a Ucrânia na luta contra a invasão russa.
Países nórdicos e Canadá sublinham necessidade de proteger Ártico face à ameaça russa
Os líderes da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia e Canadá manifestaram hoje, após uma reunião destinada a reforçar a cooperação entre os seus países, a necessidade de proteger a região do Ártico face à ameaça russa.
O encontro em Oslo decorreu num altura em que cerca de 32.000 soldados de 14 países da NATO, incluindo os Estados Unidos, estão a treinar para o combate em frio extremo no âmbito do exercício 'Cold Response', na Noruega e na Finlândia.
Em fevereiro, a NATO lançou a missão 'Arctic Sentry' para reforçar a segurança na região após Donald Trump ter reafirmado a sua pretensão em anexar a Gronelândia.