Assuntos diversos
No DN de 1 de março, página 33, com o título: “O mês das mulheres”; artigo da ilustre Senhora Guida Vieira, estando em destaque, na 1.ª coluna, o seguinte: “O empoderamento feminino ainda está longe de ser alcançado porque continuam a existir muitas Discriminacões que já deviam ter sido banidas da sociedade”. Estando no último parágrafo, o seguinte: “Que no mês de março as mulheres estejam em destaque pelos melhores motivos, é o meu maior desejo. E que a luta continue, para sermos cada vez mais iguais e mais felizes”.
O facto de haver seres masculinos e femininos, nem os femininos, nem os masculinos, são superiores entre os dois sexos. Porque, para haver procriação, é indispensável a colaboração do feminino e do masculino.
É só com a colaboração do feminino e do masculino, amando-se mutuamente, se poderá construir uma família saudável e feliz; constituindo-se, deste modo, uma nova sociedade evoluída, saudável e feliz.
No mesmo DN, página 39, com o título: ”Da necessidade de identificar e salvaguardar os sistemas agrícolas tradicionais”; artigo do ilustre Senhor Engenheiro Joaquim Leça; com o título: Da necessidade de identificar e salvaguardar os sistemas agrícolas tradicionais”.
Nos anos de 1961 e mais, no nosso Arquipélago da Madeira, todos os terrenos com condições de serem cultivados, eram todos aproveitados.
Eram exportadas milhares de toneladas de: cebola; vaginha; banana; vime; muita obra de vime para vários países. Além do celebre Bordado da Madeira e do seu famoso Vinho Madeira.
Presentemente, constata-se em todo o nosso Arquipélago, milhares de hectares de terrenos baldios, sendo propícios à autocombustão.
No DN do dia 6 do corrente mês, está na 1.ª página, com letras em parangona, o título: “Aumenta o aborto na adolescência”; estando no lado direito, com letras mais pequenas: “354 jovens engravidam nos últimos seis anos na Região. Em 2025 registaram-se mais intervenções voluntárias e menos partos”.
A situação é muito grave, para a gravidez numa adolescente, visto o seu organismo não estar em devidas condições para uma boa gestação, de modo a ter um ou uma bebé, nem tão pouco, lhes poder sustentar.
No mesmo DN, página 5, na última coluna, a seguir ao 2.º parágrafo; estão 13 linhas com o seguinte texto: ”O projecto merece o apoio do JPP, com o deputado Rafael Nunes a observar que o sector primário virou um incómodo para os governantes”. O parlamentar sustentou a afirmação citando dados do último inventário agrícola: redução de 3.000 hectares de área agrícola abandonado da actividade por 3.800 pessoas entre 2015, e 2025, além do aumento dos custos de produção e crescimento das áreas de mato e eucalipto.
O Chega considerou que o diagnóstico do PS estava correcto, reconhecendo que a agricultura hoje na Madeira está mais exposta aos fenómenos extremos”, mas criticou o projecto por se focar apenas no diagnóstico sem apresentar soluções concretas, qualificando-o como “um conjunto de boas intenções”.
O facto do povo do meio rural, abandonar o cultivo dos seus terrenos, é que não compensa cultivar as suas terras, por falta de organização, e os intermediários não lhes pagarem o seu valor.
O que faz falta no meio rural, é a constituição de Cooperativas Agrícolas, que as próprias Câmaras Municipais, deveriam estimular os proprietários dos terrenos, a se organizarem em Cooperativas, para lhes poderem dar uma melhor condição de vida.
José Fagundes