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Islândia pode aderir à UE em ano e meio se referendo decidir reinício das negociações

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Foto Shutterstock

A Islândia declarou hoje que poderá aderir à União Europeia (UE) num curto prazo, estimado em um ano e meio, se os islandeses aprovarem, através de um referendo agendado para agosto, o reinício das negociações de adesão ao bloco.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Thorgerdur Katrin, afirmou em entrevista ao Politico que, dada a proximidade da ilha à estrutura da UE, por fazer parte do Espaço Schengen e ser membro do Espaço Económico Europeu, "não será complicado" para o país concluir o processo de adesão, prevendo negociações "bastante rápidas".

Da mesma forma, a ministra islandesa - membro do Partido Liberal Reformista, pró-europeu - defendeu que Reiquiavique inicie as negociações o mais rapidamente possível, caso o referendo aprove esta medida.

"Diria que seria benéfico tanto para a Islândia como para a União Europeia negociar agora, não daqui a dois anos ou quando for, mas agora", declarou Thorgerdur Katrin.

O Governo de centro-esquerda da Islândia convocou um referendo para 29 de agosto, no qual os cidadãos decidirão se o país deve retomar as negociações de adesão à União Europeia, à qual se candidatou em 2009, mas suspendeu em 2013.

A Islândia aspira a tornar-se o 28.º Estado-membro da UE, no âmbito de um processo de adesão que envolve uma dezena de países dos Balcãs e da Europa de Leste, sendo a Ucrânia o país mais empenhado em aderir ao bloco e que exige um calendário claro de Bruxelas para alcançar a adesão até 2027.